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Polícia investiga fraude com precatórios após morte de empresário

Investigados são suspeitos de assumir controle de empresas ligadas a empresário com câncer terminal para movimentar créditos judiciais.

Por Redação
REDAÇÃO

01/06/2026 • 08:59 • Atualizado em 01/06/2026 • 08:59

Polícia Civil

Polícia Civil

Agência Brasil

Policiais civis da Delegacia de Defraudações realizam uma operação contra um esquema de fraude envolvendo precatórios milionários no Rio de Janeiro.

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Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão contra suspeitos de se aproveitarem da fragilidade de um empresário com câncer em estágio terminal para assumir o controle de empresas e movimentar valores elevados.

Os alvos são investigados pelos crimes de estelionato, associação criminosa, apropriação indébita e falsidade ideológica.

As diligências contam com o apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada e ocorrem no Centro e nas zonas Sul, Sudoeste e Norte da capital fluminense.

Alterações ocorreram antes da morte da vítima

Segundo as investigações, o grupo teria atuado para assumir indevidamente o controle de empresas detentoras de precatórios de alto valor econômico.

As alterações societárias consideradas suspeitas aconteceram cerca de três meses antes da morte do empresário, que enfrentava um câncer em estágio terminal.

De acordo com a Polícia Civil, o controle das empresas titulares dos créditos judiciais foi transferido para pessoas ligadas aos investigados.

Empresas teriam sido criadas para ocultar movimentações

As apurações apontam ainda que novas pessoas jurídicas foram criadas para movimentar recursos financeiros e dificultar o rastreamento da origem e do destino dos valores.

Os investigadores identificaram que, apenas sete dias após a morte da vítima, mais de R$ 1 milhão foi depositado na conta de uma das investigadas. Segundo a polícia, o valor teria origem em créditos relacionados aos precatórios.

Operação busca aprofundar investigações

A operação tem como objetivo reunir novas provas e esclarecer a atuação do grupo suspeito de controlar empresas e movimentar recursos vinculados aos créditos judiciais.

As investigações seguem em andamento.