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Prefeitura inicia remoção de famílias do Jardim Pantanal em plano contra enchentes

Plano prevê retirada de 4.300 famílias das margens do Tietê; GCM ganha base ambiental para conter invasões e entulho

Por Redação
REDAÇÃO

15/10/2025 • 15:01 • Atualizado em 15/10/2025 • 15:01

jardim pantanal

jardim pantanal

Reprodução/Agência Brasil

A Prefeitura de São Paulo iniciou a primeira fase do plano de ação para a remoção de 4.300 famílias das margens do Rio Tietê, no Jardim Pantanal, extremo da Zona Leste. O bairro enfrenta alagamentos há mais de 30 anos, por estar em área de várzea e naturalmente sujeita a inundações.

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Segundo a repórter Maju Arruda Leite, que acompanhou a visita do prefeito Ricardo Nunes à região, a fase inicial começou em julho de 2025 e vai até outubro de 2026, com meta de remover mil famílias. A ação inclui também a construção de um gabião, estrutura de contenção com pedras e telas metálicas, que será instalada ao longo de 4,2 quilômetros entre o Jardim Pantanal e bairros vizinhos.

Prefeito detalha processo de remoção e compensações

Durante a visita, o prefeito explicou que as famílias começam a receber, a partir da próxima semana, ofertas de reassentamento.

“Essas famílias vão escolher se querem auxílio-aluguel, indenização ou inclusão na fila habitacional. Uma vez ajustado, elas têm um prazo de cinco dias para fazer a mudança, e a prefeitura realiza a demolição”, informou Nunes.

A primeira etapa abrangerá os núcleos Terra Prometida e Vila da Paz, duas das áreas mais afetadas pelas enchentes. Em fevereiro deste ano, a região enfrentou alagamentos que duraram semanas, com água ultrapassando um metro de altura dentro das casas.

Obras e novas medidas para conter enchentes

Questionado sobre as ações de prevenção desde o último verão, o prefeito afirmou que parte dos alagamentos ainda é inevitável, mas destacou obras que devem reduzir os impactos:

“Uma grande parte, infelizmente, ainda vai conviver com o alagamento. Mas já entreguei o pôlder do Jardim Seabra e estamos avançando com o piscinão do Jardim Lapena, que vai minimizar os problemas”, disse.

Além das obras, a Prefeitura inaugurou uma Inspetoria de Defesa Ambiental da Guarda Civil Metropolitana (GCM) no Jardim Pantanal. O novo posto funcionará 24 horas por dia, com 63 agentes, cinco viaturas e 3 mil câmeras inteligentes integradas ao sistema Smart Sampa. O objetivo é monitorar e coibir construções irregulares e descarte ilegal de entulho, principais causas de obstrução de córregos e agravamento das cheias.

Problema histórico e risco de novos golpes

Após a reportagem, o apresentador Joel Datena destacou a importância da ação da prefeitura, lembrando que o Jardim Pantanal enfrenta a mesma situação “há mais de 40 anos”.

“Ponto positivo da prefeitura em agir, em destinar essas pessoas para um local digno e resolver o problema de uma vez por todas. Todo ano é a mesma coisa”, afirmou.

Joel também alertou para golpes aplicados contra moradores por falsos agentes públicos durante ações anteriores.

“Vários vagabundos apareceram por lá dizendo que eram da prefeitura. Pegaram dados das pessoas e fizeram empréstimos em nome delas. Hoje, muita gente está endividada por conta disso”, denunciou.

Ana Paula Rodrigues acrescentou que há uma CPI em andamento na Câmara Municipal de São Paulo para investigar os gastos públicos e a recorrência dos alagamentos na região.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.