
Marquise Ibirapuera
Reprodução/Prefeitura de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo recuou da proposta inicial de proibir atividades na marquise do Parque Ibirapuera e anunciou uma nova minuta com regras que preveem o uso compartilhado do espaço, com áreas demarcadas para diferentes práticas. A decisão foi tomada após pressão de usuários e do Conselho Gestor do parque, que demonstraram insatisfação com as restrições.
A marquise, atualmente em obras, deve ser reaberta ao público no dia 25 de janeiro de 2026, aniversário da cidade. A reforma, que ultrapassa os R$ 100 milhões em investimentos, prevê a reorganização do espaço para garantir segurança e convivência entre diferentes públicos.
Na nova proposta, o uso de bicicletas e patinetes elétricos continua proibido, mas atividades como patins, skate e jogos infantis serão permitidas em áreas definidas. Segundo o prefeito Ricardo Nunes, a proposta busca garantir o uso democrático da marquise. “É possível ordenar o espaço para que todos tenham acesso com segurança”, afirmou. O plano será discutido com o Conselho Gestor, a concessionária Urbia e representantes da sociedade civil.
A concessionária Urbia, responsável pela gestão do parque, demonstrou insatisfação com a medida e sinalizou a possibilidade de solicitar um reequilíbrio financeiro no contrato, alegando prejuízos com a limitação de eventos privados na marquise. A prefeitura, no entanto, rejeitou essa hipótese. “Não existe a menor possibilidade de equilíbrio financeiro por conta da marquise. Nenhuma concessionária vai ditar as regras da administração. Quem dita as regras sou eu”, declarou o prefeito.
O decreto com as novas regras deve ser assinado em janeiro, próximo à data prevista para a reabertura da marquise. A expectativa é que o novo modelo permita a convivência entre eventos culturais, atividades físicas e lazer familiar, com mais segurança e organização.
Durante o anúncio, feito na sede da prefeitura, o prefeito também celebrou a certificação internacional concedida a São Paulo como a primeira capital do mundo reconhecida como cidade inteligente, sustentável e resiliente pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O reconhecimento considera políticas em áreas como segurança (programa Smart Sampa), meio ambiente (ônibus elétricos e caminhões sustentáveis) e arborização urbana.
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