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Novo pedido de impeachment mira Alexandre de Moraes

Parlamentares do Partido Novo anunciam protocolo de pedido de impeachment contra ministro do STF em meio às repercussões do caso Banco Master.

Por Redação
REDAÇÃO

09/03/2026 • 10:39 • Atualizado em 09/03/2026 • 10:39

Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes

Jorge Silva/Reuters

A crise envolvendo o escândalo do Banco Master ampliou a pressão política sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Nesta segunda-feira (9), parlamentares ligados ao Partido Novo anunciam o protocolo de um novo pedido de impeachment contra o magistrado.

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O movimento político conta com o apoio do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Segundo os articuladores, o pedido tem como base as revelações sobre a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em apurações sobre supostos crimes financeiros.

Nos últimos dias, reportagens também destacaram contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Os valores citados nas reportagens ultrapassariam R$ 100 milhões, o que intensificou cobranças por explicações públicas.

A repercussão do caso alterou o foco das críticas dentro do debate político. Até então, parte das controvérsias girava em torno do ministro Dias Toffoli, também citado em reportagens relacionadas ao banqueiro e a negócios ligados ao ecossistema financeiro do banco.

O episódio ganhou ainda mais dimensão após a divulgação de mensagens atribuídas ao celular de Alexandre de Moraes em conversas com Vorcaro. A autenticidade das comunicações foi questionada inicialmente, mas reportagens e análises posteriores indicaram que os registros teriam origem no aparelho do ministro.

A situação ampliou a pressão política no Congresso. O deputado federal Nikolas Ferreira chegou a apresentar representação à Procuradoria-Geral da República pedindo apuração do caso e levantando a hipótese de obstrução de justiça.

Nos bastidores de Brasília, o clima é de tensão institucional. Interlocutores do Supremo avaliam que a crise envolvendo ministros da Corte pode abrir espaço para um debate mais amplo sobre pedidos de impeachment contra integrantes do tribunal — algo raro na história recente do país.

Tradicionalmente, processos de impeachment contra ministros do STF dependem de decisão política do Senado Federal, responsável por analisar e julgar eventuais acusações. Até hoje, nenhum ministro foi efetivamente afastado do cargo por meio desse mecanismo.

Com o caso ganhando dimensão política e institucional, a expectativa em Brasília é de que os próximos dias tragam novos desdobramentos tanto no Congresso quanto dentro do próprio Supremo Tribunal Federal.