
Corpos estendidos na Penha
Eusébio Gomes/TV Brasil
O procurador de Justiça Marcelo Rocha Monteiro defendeu, em entrevista ao Jornal Gente , a classificação das facções criminosas como organizações terroristas. Ele afirmou que a ocorrência dos crimes na última operação policial no Rio, com ônibus incendiados, vias bloqueadas e ameaças à população, teve “caráter nitidamente terrorista”.
Monteiro denunciou a ausência do Estado em mais de 1.900 comunidades dominadas por facções e criticou a leniência do governo federal diante da expansão do crime. "A política do governo é: deixa como está para ver como é que fica. Mas já vimos. Fica pior", afirmou.
Para o procurador, o domínio territorial é mais lucrativo do que o tráfico de drogas. “É o CVNet, o gás, a água, o transporte... Tudo controlado pelo crime.” Ele também classificou como exemplar a estratégia da operação que empurrou os criminosos para a mata, preservando os moradores. “Não houve mortos inocentes, só criminosos armados”, disse.
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