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PSD terá candidato próprio e aposta em união da direita no 2º turno

Em entrevista, presidente do partido descarta racha, posiciona candidatura como de "centro-direita" e defende projeto com fim da reeleição e voto distrital.

Por Redação
REDAÇÃO

02/02/2026 • 12:56 • Atualizado em 02/02/2026 • 12:56

 Kassab confirma candidato do PSD

Kassab confirma candidato do PSD

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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido terá um candidato próprio à Presidência da República nas próximas eleições e que não haverá animosidade ou racha com outras forças do mesmo espectro político. Em entrevista, o líder partidário posicionou a futura candidatura como de "centro-direita", em contraste com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, definida por ele como de "direita", e previu que "no segundo turno todos estarão juntos".

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Questionado sobre a possibilidade de uma fragmentação da direita com múltiplos nomes, como os do PSD (Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado) e o do campo bolsonarista, Kassab minimizou o risco de divisão. Ele enfatizou a importância do respeito mútuo durante o primeiro turno, incluindo a candidatura do presidente Lula, e defendeu a necessidade de "aprender a conviver com os diferentes" e elevar o nível do debate político. Segundo ele, a estratégia não é um projeto de poder a qualquer custo, mas sim a apresentação de um "projeto de Brasil" que possa convergir com outras forças em uma etapa posterior da eleição.

Mesmo diante de um cenário hipotético em que um pré-candidato do partido não atinja de 10% a 15% das intenções de voto até junho, Kassab foi enfático ao garantir que o PSD não abrirá mão de ter um nome na disputa. "O PSD terá candidato no primeiro turno. Nós temos uma confiança muito grande de que esse candidato tem grandes chances de vencer a eleição e de ajudar a transformar o Brasil", declarou.

Kassab detalhou ainda os pilares do projeto que o partido pretende apresentar ao país. A plataforma, segundo ele, será focada no combate à corrupção e na promoção de uma maior transparência na gestão pública, utilizando a tecnologia disponível. Ele criticou a falta de transparência na tramitação de emendas no Congresso Nacional e defendeu a necessidade de discutir com profundidade a implantação de reformas estruturais na política. "Não tem nenhum sentido você não discutir com profundidade no Brasil a implantação do voto distrital, o fim das reeleições. Isso é pra valer", ressaltou o presidente do PSD, deixando claro o compromisso de sua legenda com essas bandeiras caso vença as eleições.

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