
Ana Cristina Viana Silveira, nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
Ricardo Stuckert/PR
O governo nomeia a servidora de carreira Ana Cristina Viana para a presidência do INSS.
Ana Cristina é uma especialista da casa. Integrante dos quadros do INSS desde 2003, sua trajetória de mais de duas décadas confere a ela um profundo conhecimento sobre a estrutura e os desafios operacionais do instituto.
A escolha por uma servidora de carreira sinaliza uma aposta na expertise técnica para enfrentar um problema que gestões anteriores não conseguiram solucionar.
Ela assume o posto no lugar de Gilberto Waller, demitido nesta segunda-feira.
Waller estava no cargo há menos de um ano; a movimentação foi comunicada pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz.
Segundo ele, a mudança tem como foco acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do INSS.
Hoje, a fila reúne 2 milhões e 700 mil pessoas que esperam por atendimento do órgão.
A fila do INSS reúne brasileiros a espera de pedidos de aposentadoria, pensões ou de benefícios, como o BPC.
O volume quase dobrou desde 2023, chegando a bater a marca de 3 milhões no começo deste ano.
Hoje, o número está no patamar de março de 2025, o que mostra que o desafio ainda persiste.
De olho nas eleições, o presidente Lula colocou a redução da fila do INSS como prioridade.
Mas ao anunciar Ana Cristina Viana como nova presidente do instituto, o governo não explicou o que será feito para reduzir a espera de hoje.
Além de problemas no atendimento, a demissão de Gilberto Waller do comando do órgão foi motivada por desentendimentos com o ministro da Previdência.
Ele e Wolney Queiroz assumiram os cargos juntos, depois que o escândalo do roubo dos aposentados e pensionistas veio à tona.
A investigação da Polícia Federal apontou que bilhões de reais foram desviados de benefícios desde 2019.
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