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Quem é Ana Cristina Viana, a nova presidente do INSS

Técnica do instituto desde 2003, ela assume com a promessa de reduzir a fila de 2,7 milhões de pessoas, mas herda um órgão marcado por disputas internas e um histórico recente de fraudes bilionárias.

Por Redação
REDAÇÃO

14/04/2026 • 09:45 • Atualizado em 14/04/2026 • 09:45

Ana Cristina Viana Silveira, nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

Ana Cristina Viana Silveira, nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

Ricardo Stuckert/PR

O governo nomeia a servidora de carreira Ana Cristina Viana para a presidência do INSS.

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Ana Cristina é uma especialista da casa. Integrante dos quadros do INSS desde 2003, sua trajetória de mais de duas décadas confere a ela um profundo conhecimento sobre a estrutura e os desafios operacionais do instituto.

A escolha por uma servidora de carreira sinaliza uma aposta na expertise técnica para enfrentar um problema que gestões anteriores não conseguiram solucionar.

Ela assume o posto no lugar de Gilberto Waller, demitido nesta segunda-feira.

Waller estava no cargo há menos de um ano; a movimentação foi comunicada pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz.

Segundo ele, a mudança tem como foco acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do INSS.

Hoje, a fila reúne 2 milhões e 700 mil pessoas que esperam por atendimento do órgão.

A fila do INSS reúne brasileiros a espera de pedidos de aposentadoria, pensões ou de benefícios, como o BPC.

O volume quase dobrou desde 2023, chegando a bater a marca de 3 milhões no começo deste ano.

Hoje, o número está no patamar de março de 2025, o que mostra que o desafio ainda persiste.

De olho nas eleições, o presidente Lula colocou a redução da fila do INSS como prioridade.

Mas ao anunciar Ana Cristina Viana como nova presidente do instituto, o governo não explicou o que será feito para reduzir a espera de hoje.

Além de problemas no atendimento, a demissão de Gilberto Waller do comando do órgão foi motivada por desentendimentos com o ministro da Previdência.

Ele e Wolney Queiroz assumiram os cargos juntos, depois que o escândalo do roubo dos aposentados e pensionistas veio à tona.

A investigação da Polícia Federal apontou que bilhões de reais foram desviados de benefícios desde 2019.

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