
Navio russo em águas britânicas
Divulgação/Marinha Real do Reino Unido
Autoridades do Reino Unido acusaram a Rússia de deslocar um navio espião para águas próximas à Escócia, gerando uma nova tensão diplomática entre os dois países. Segundo os britânicos, embora o barco aparente ser antigo, trata-se de uma embarcação equipada com tecnologia avançada, incluindo submarinos controlados remotamente, radares e dispositivos capazes de cortar cabos de comunicação.
O governo do Reino Unido afirma que a movimentação russa teria o objetivo de mapear estruturas estratégicas submarinas. O país já havia acusado Moscou de prática de sabotagem, especialmente relacionada ao corte de cabos de comunicação. Diante da presença do navio, o exército britânico enviou uma aeronave e uma fragata para monitorar a situação.
As tensões aumentaram após o ministro da Defesa britânico relatar que a embarcação russa teria lançado lasers contra a aeronave enviada para acompanhar sua rota. O governo afirmou que, caso o navio continue navegando rumo ao sul, aproximando-se da Inglaterra ou de outras regiões do Reino Unido, medidas adicionais serão tomadas. Entre elas, disparos de alerta, que não foram descartados.
A Rússia rebateu as acusações, pediu ao Reino Unido que não adote uma postura hostil e declarou que o navio é apenas uma embarcação de pesquisa, considerando infundadas as alegações britânicas. Políticos europeus apontam que episódios como esse se inserem no contexto de uma “guerra híbrida” entre Europa e Rússia, marcada por ações consideradas hostis por parte de Moscou.
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