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Rio tem ruas vazias e governo anuncia ocupação após megaoperação

Com ruas vazias e aulas suspensas, Rio de Janeiro inicia fase de ocupação territorial após operação mais letal da história; ministros chegam para reunião emergencial

Por Redação
REDAÇÃO

29/10/2025 • 14:54 • Atualizado em 29/10/2025 • 14:54

operação

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Reprodução/Agência Brasil

O Bora Brasil acompanhou, nesta quarta-feira, o clima de apreensão que toma conta do Rio de Janeiro após a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão. Segundo a repórter Yasmin Bachour, o cenário nas ruas “lembra os dias da pandemia”: comércios fechados, transporte esvaziado e escolas com aulas suspensas.

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“Não dá para falar em vida normal, Joel. As ruas estão completamente vazias, o transporte público com movimento mínimo e a população com medo de sair de casa”, relatou Yasmin.

Balanço atualizado: 113 presos e 118 armas apreendidas

De acordo com informações divulgadas na Cidade da Polícia, o balanço mais recente da operação aponta 113 presos, sendo 33 de outros estados, 10 adolescentes apreendidos e 118 armas recolhidas, das quais 91 são fuzis. Também foram apreendidos 14 artefatos explosivos, além de toneladas de drogas e centenas de carregadores.

O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, afirmou que a ação representa “o maior golpe da história” contra o Comando Vermelho, em razão da perda de armamento, drogas e integrantes de liderança.

Governo anuncia ocupação por tempo indeterminado

O governador Cláudio Castro confirmou que a operação entra agora em uma nova fase: a ocupação territorial por tempo indeterminado nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital.

“Essa será a próxima etapa. Vamos ocupar os territórios e manter as forças de segurança nas comunidades”, declarou.

Castro também solicitou ao governo federal a transferência de 10 criminosos da cúpula do Comando Vermelho para presídios federais. Antes disso, os detentos foram levados para Bangu 1, presídio de segurança máxima no Rio. A medida ocorre após ordens de represália emitidas de dentro de presídios, que resultaram em ataques, assaltos e incêndios de ônibus usados como barricadas.

Cidade sob vigilância e ruas desertas

A rotina da população segue profundamente alterada. Segundo Yasmin Bachour, há grande presença policial nas vias expressas, especialmente na Linha Vermelha e Linha Amarela, com patrulhamento reforçado desde as primeiras horas do dia.

“Hoje o Rio amanheceu mais tranquilo, mas à custa de tudo parado. É um silêncio tenso, com medo nas ruas e reforço policial em cada esquina”, descreveu a repórter.

Governo federal envia comitiva e propõe uso do Exército em rodovias

Ainda nesta quarta-feira, às 16h, o governador Cláudio Castro se reúne no Palácio Guanabara com os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Rui Costa (Casa Civil). Segundo informações apuradas por Túlio Amâncio, da Band Brasília, a comitiva federal apresentará uma proposta para uso do Exército em rodovias federais, nos moldes de operações realizadas em 2023.

A expectativa é de que o encontro defina os próximos passos da cooperação entre o governo federal e o governo do Rio de Janeiro diante da escalada de violência e da necessidade de ocupação prolongada em áreas dominadas pelo crime organizado.