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Rússia e China vetam resolução para uso de força no Estreito de Ormuz

Proposta, apresentada pelo Bahrein, buscava autorização para uma intervenção armada na estratégica rota marítima, mas encontrou oposição das potências orientais e da França.

Por Redação
REDAÇÃO

07/04/2026 • 16:58 • Atualizado em 07/04/2026 • 16:58

ONU

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© REUTERS/Yana Paskova/Direitos Reservados

Rússia e China utilizaram seu poder de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para bloquear uma resolução que propunha o uso de força militar no Estreito de Ormuz. A medida, que já era esperada por analistas internacionais, confirma a divisão entre as potências globais sobre a gestão de crises na estratégica rota marítima, crucial para o transporte de petróleo.

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A discussão no Conselho de Segurança girava em torno de uma proposta de resolução, apresentada formalmente pelo Bahrein, que visava autorizar uma ação armada para, segundo o texto, "liberar" a passagem pelo estreito. No entanto, a proposta encontrou a resistência imediata de Rússia e China, que são membros permanentes do Conselho e detêm poder de veto. A França, outra nação com assento permanente, também já havia se posicionado contrariamente à ideia, embora seu veto não tenha sido necessário diante da decisão de Moscou e Pequim.

O resultado da votação não foi uma surpresa. Conforme a análise de Claudio Zaidan, qualquer movimento que não fosse o veto por parte de Rússia ou China seria visto como um "recuo escandaloso" em suas posições de política externa, que tradicionalmente se opõem a intervenções militares autorizadas pela ONU sem um amplo consenso internacional.

Zaidan ainda sugere que o Bahrein teria atuado como um "emissário" ou "mensageiro", apresentando uma proposta que, na verdade, teria sido articulada por outras nações com interesses mais diretos na região, como a Arábia Saudita ou os próprios Estados Unidos. Segundo essa análise, seria improvável que o Bahrein tomasse tal iniciativa de forma isolada, sem o respaldo de aliados mais poderosos.

A resolução foi descrita como "grotesca" pelo jornalista, que defende a decisão dos vetos como uma medida acertada para evitar uma perigosa escalada militar em uma das áreas mais voláteis do planeta.