
Botafogo
Vítor Silva/Botafogo
A SAF do Botafogo foi colocada à venda pela nova administradora da Eagle Football, em meio a uma crise envolvendo a gestão da holding. O anúncio foi publicado em um jornal britânico e inclui a negociação dos principais ativos da empresa, entre eles o clube carioca.
Na publicação, o Botafogo é destacado como um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, reforçando o peso histórico da equipe no mercado internacional. A venda não se limita ao time brasileiro: o pacote inclui também a própria Eagle Football, que controla outros clubes, como o Lyon, da França, e uma equipe da Bélgica.
A decisão ocorre após mudanças na estrutura da holding. Em março, a empresa Cork Gully foi nomeada administradora da Eagle Football. A medida foi adotada depois que a Ares, credora da empresa, acionou uma cláusula de proteção na Justiça britânica.
Segundo a credora, o empresário norte-americano John Textor teria tomado decisões unilaterais, como o afastamento de membros da diretoria da holding, sem consulta prévia. Diante desse cenário, a Justiça determinou a intervenção na gestão da Eagle.
Com isso, Textor foi afastado da administração da holding. Apesar disso, ele permanece no comando da SAF do Botafogo por decisão da Justiça do Rio de Janeiro, o que mantém uma divisão entre o controle da empresa global e a gestão do clube brasileiro.
A venda dos ativos representa uma tentativa de reorganização financeira e administrativa da Eagle Football. O futuro do Botafogo dentro desse processo ainda depende da definição de possíveis compradores e dos desdobramentos jurídicos envolvendo a estrutura da holding.
O caso evidencia a complexidade do modelo de SAF no futebol, especialmente quando inserido em estruturas internacionais de investimento e gestão, com diferentes jurisdições e interesses envolvidos.
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