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Saída dos Emirados da Opep amplia incertezas sobre recurso em meio à guerra

Decisão do país ocorre em meio a tensões com Irã e pode impactar mercado global de energia.

Da redação
DA REDAÇÃO

28/04/2026 • 14:25 • Atualizado em 28/04/2026 • 14:25

A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a OPEP e a Opep+ marca um novo capítulo nas tensões do mercado global de energia, em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio.

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O anúncio foi feito pelo ministro da Energia do país e ocorre após uma revisão estratégica do posicionamento econômico e energético dos Emirados. A saída representa uma baixa relevante para o grupo, que reúne alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo.

Baixa significativa no bloco

Os Emirados Árabes Unidos ocupavam posição de destaque dentro da Opep, sendo o quarto maior produtor entre os membros. Antes do atual conflito, o país produzia cerca de 9 milhões de barris por dia, ficando atrás apenas de Arábia Saudita, Iraque e Irã.

Com a saída, a organização perde cerca de 15% de sua capacidade produtiva, além de um dos países considerados mais alinhados às regras internas do grupo.

Impacto no mercado de petróleo

A decisão ocorre em um momento de forte instabilidade internacional. O preço do petróleo segue elevado, acima dos 100 dólares por barril, impulsionado pelas incertezas em torno do conflito e pelo risco de interrupções no fornecimento.

Analistas apontam que, fora da Opep, os Emirados terão maior liberdade para ampliar sua produção e exportação, o que pode aumentar a oferta global. No entanto, o impacto imediato nos preços ainda é incerto.

Risco de efeito dominó

Especialistas avaliam que a saída pode influenciar outros países a adotarem postura semelhante, enfraquecendo o modelo de coordenação coletiva da Opep e da Opep+. Há, inclusive, análises que apontam para um possível enfraquecimento estrutural dessas organizações multilaterais.

O cenário global, marcado por tensões geopolíticas e interesses divergentes, contribui para esse movimento.

Estreito de Hormuz no centro da crise

A crise também envolve o estratégico Estreito de Hormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial. O bloqueio da região tem sido um dos principais pontos de tensão entre Estados Unidos e Irã.

O ex-presidente Donald Trump afirmou que o Irã teria sinalizado interesse na reabertura do estreito, indicando possível abertura para negociações. No entanto, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente essa posição.

Negociações seguem indefinidas

O Irã apresentou uma proposta que prevê a reabertura do estreito, desde que haja o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e garantias de cessação dos ataques. Em contrapartida, temas centrais como o programa nuclear iraniano seguem como pontos de impasse.

A proposta está sob análise da Casa Branca, mas ainda não há definição sobre avanços concretos nas negociações.

Enquanto isso, o mercado global acompanha com cautela os desdobramentos, diante do impacto direto que a região exerce sobre a oferta de petróleo e a estabilidade econômica mundial.