Rádio Bandeirantes Logo
Rádio Bandeirantes

Santos joga futuro de Vojvoda contra o Vasco e questiona estrelas

Em meio à crise e com o técnico ameaçado, Peixe reencontra algoz do passado em jogo decisivo na Vila Belmiro. Desempenho de Gabigol e política de contratações entram em xeque.

Por Redação
REDAÇÃO

24/02/2026 • 19:15 • Atualizado em 24/02/2026 • 19:15

Crise na Vila: Santos enfrenta o Vasco em jogo que pode selar o destino de Vojvoda

A Vila Belmiro se prepara para ser palco de uma partida com ares de ultimato. Pressionado por resultados ruins e pela recente eliminação no Campeonato Paulista, o Santos recebe o Vasco da Gama nesta quarta-feira (25) em um confronto que vai muito além dos três pontos: o emprego do técnico Juan Pablo Vojvoda está em jogo. Em um roteiro que evoca fantasmas do passado, o mesmo adversário que provocou a queda de um treinador no último ano pode, novamente, ser o estopim para uma mudança no comando técnico, escancarando uma crise que abrange desde a gestão até o desempenho de suas principais estrelas.

Compartilhar

A situação de Voivoda é insustentável. Contratado para liderar uma reestruturação, o argentino acumula 30 jogos, mas não conseguiu fazer a equipe deslanchar. Ele é o sexto técnico a passar pelo clube sob a gestão do presidente Marcelo Teixeira, uma lista que inclui nomes como Fábio Carille, Pedro Caixinha e Cléber Xavier, evidenciando a instabilidade crônica no planejamento do futebol santista. Embora o elenco demonstre apoio público ao treinador — o goleiro Gabriel Brazão declarou recentemente que o time "tem se doado ainda mais por Vojvoda" —, a pressão da diretoria e da torcida, direcionada também ao executivo de futebol Alexandre Mattos, indica que a corda está prestes a arrombar. E, como de costume no futebol brasileiro, o lado mais fraco é o do técnico.

O enredo ganha contornos dramáticos ao se recordar que foi justamente uma derrota para o Vasco, um avassalador 6 a 0 no Morumbis no ano passado, que culminou na demissão de Cléber Xavier. O trauma foi tão grande que o Santos, desde então, não voltou a mandar jogos no estádio da capital. Agora, o reencontro na Vila Belmiro carrega o peso de uma possível repetição da história, com o agravante de que a paciência com o trabalho atual parece ter se esgotado.

Em meio ao caos, a aposta para a partida recai sobre Neymar, que deve retornar ao time titular. Abordado na chegada ao treinamento, o camisa 10 expressou um sentimento de "tristeza" pela eliminação e admitiu que o time "precisava melhorar", um diagnóstico óbvio, mas que reflete o clima pesado no vestiário.

Contudo, se Neymar é a esperança, Gabriel Barbosa, o Gabigol, personifica a frustração. Contratado a peso de ouro — com um salário altíssimo dividido com o Cruzeiro —, o atacante se tornou o principal alvo das críticas pelo baixo rendimento. A expectativa era que sua chegada elevasse o patamar do setor ofensivo, mas sua contribuição tem sido comparada à de antecessores muito menos badalados, como Tiquinho Soares, Lautaro Díaz e Alfredo Morelos. A percepção geral é que, em campo, não há diferença entre ter Gabigol ou um atacante de menor grife, exceto pelo custo milionário na folha de pagamento.

Aos 29 anos, Gabigol vive uma queda assustadora. Um jogador que, pela idade e pelo histórico vitorioso no Flamengo, deveria estar no auge de sua carreira, talvez atuando em grandes ligas europeias, hoje exibe uma performance apática e ineficaz. No último jogo, sua atuação foi fantasmagórica, sem criar uma única jogada de perigo. Sua participação mais notável foi uma furada que, por acaso, resultou no gol de empate de Gabriel Bomtempo. A amostra atual confirma a preocupação de que o ano de 2026, passado no banco de Kaio Jorge, deixou marcas profundas em seu futebol.

O caso de Gabigol é sintomático de uma política de contratações questionável liderada por Alexandre Mattos. A estratégia de investir em jogadores experientes como Zé Rafael e Mayke, além do próprio Gabigol, é vista como um conjunto de "remédios de curto prazo" que não curam a doença crônica do clube. São investimentos altos em atletas sem perspectiva de retorno financeiro ou técnico a longo prazo, enquanto as verdadeiras promessas de futuro, como o jovem Bomtempo, amargam o banco de reservas. A partida contra o Vasco, portanto, é mais do que um jogo: é um referendo sobre a capacidade do Santos de se reinventar ou continuar afundado em suas próprias e custosas escolhas.

*Texto gerado por IA e revisado pela equipe band.com