O governo de São Paulo atualizou nesta quarta-feira (8) o balanço da crise do metanol, confirmando 18 casos de intoxicação, três mortes comprovadas e sete óbitos em investigação. Os dados foram divulgados pela repórter Maju Arruda Leite no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 38 casos suspeitos foram descartados nas últimas 24 horas. Ao todo, 16 mil garrafas foram apreendidas e 21 pessoas presas desde o início da operação de fiscalização contra bebidas adulteradas.
A perícia do Instituto de Criminalística confirmou que o metanol foi adicionado deliberadamente às bebidas falsificadas, e não resultou de processo natural de fermentação.
“O metanol foi adicionado. Ou seja, trata-se de falsificação criminosa, não de contaminação acidental”, relatou Maju.
Durante a coletiva de imprensa, o governador Tarcísio de Freitas foi criticado por ter feito uma brincadeira sobre o tema, dizendo:
“No dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar.”
A fala repercutiu negativamente, e o governador gravou um vídeo pedindo desculpas:
“Errei. Fiz uma brincadeira que foi mal interpretada e que não cabia diante da gravidade da situação. Peço perdão.”
Os apresentadores do Jornal Gente destacaram que, além da investigação criminal, o governo precisa definir um protocolo que garanta segurança ao consumidor e estabilidade econômica ao setor de bares e restaurantes, que enfrenta forte queda no movimento.
“Essas pessoas morreram envenenadas. Isso é crime. O Estado tem que identificar e prender quem colocou metanol nas bebidas”, reforçou Cláudio Humberto.
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