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São Paulo rebate denúncia ao MP e vê oposição crescer

Clube é alvo de apuração por gestão temerária e nega irregularidades; conselheiros se unem em bloco opositor ao presidente Júlio Casares.

PAULO DO VALLE

10/12/2025 • 09:48 • Atualizado em 10/12/2025 • 09:48

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Reprodução/SPFC

O São Paulo Futebol Clube se defendeu de questionamentos feitos pelo Ministério Público de São Paulo, que apura possíveis indícios de gestão temerária após o recebimento de uma denúncia anônima. A promotoria ainda não abriu inquérito formal, mas solicitou esclarecimentos à diretoria do clube sobre diversos pontos, incluindo o déficit previsto, parcerias comerciais, venda de jogadores e possíveis conflitos de interesse envolvendo familiares da presidência.

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Um dos focos da denúncia é a relação com a empresa Galapagos Capital, que teria potencial para controlar até 30% do centro de treinamento de Cotia, onde se desenvolvem os atletas das categorias de base. Outra frente diz respeito à alegação de que o clube teria negociado jogadores abaixo do valor de mercado, o que poderia configurar prejuízo ao patrimônio do São Paulo.

Também entrou na mira da denúncia a suposta sociedade empresarial entre o filho do presidente Júlio Casares e um agente de jogadores com atuação nas divisões de base do clube. A defesa do São Paulo nega irregularidades e afirma que a sociedade, de fato registrada em CNPJ, não foi efetivada por conta da pandemia. Segundo os advogados, o vínculo se restringiu a planos acadêmicos e não resultou em atividades comerciais.

Sobre a alegação de vendas abaixo do preço, o clube sustenta que os valores obtidos seguem práticas comuns no mercado brasileiro, e que as transações refletem o atual momento econômico do futebol no país.

Enquanto a diretoria se articula para responder às demandas do Ministério Público, o clima político no Morumbi se intensifica. Quarenta e um conselheiros anunciaram a formação de um novo bloco de oposição intitulado "Salve o Tricolor Paulista", que une representantes de três grupos: Tradição, Raiz e Legenda. O movimento promete exercer pressão sobre a gestão Casares, tanto no Conselho Deliberativo quanto nos bastidores administrativos do clube.

A apuração do Ministério Público ainda está em estágio inicial e não implica em culpa ou responsabilidade jurídica da atual diretoria. No entanto, o episódio reforça os questionamentos internos e expõe divisões crescentes dentro do São Paulo, que se prepara para mais uma temporada sob intensa vigilância política e institucional.