
Ciro Nogueira
Pedro França/Agência Senado
Em seu primeiro pronunciamento público desde que foi alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada, o senador Ciro Nogueira (Progressistas) negou veementemente as acusações de que teria recebido propina de Daniel Forcaro, dono do Banco Master. O parlamentar é investigado por supostamente receber uma mesada de até R$ 500 mil para atuar em defesa dos interesses do banqueiro no Congresso.
Durante seu discurso, Ciro Nogueira rebateu a suspeita de que teria recebido um total de R$ 3 milhões de Forcaro. Como principal argumento de sua defesa, o senador afirmou que as empresas de sua família registram um faturamento anual superior a R$ 400 milhões, valor que, segundo ele, tornaria a acusação de suborno improcedente.
O ponto central da investigação é a chamada "emenda master", uma proposta legislativa que o senador reapresentou recentemente. O texto, que já foi rejeitado anteriormente no Senado, propõe um aumento significativo no limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. Ciro Nogueira defende que o objetivo da emenda é ampliar a proteção a correntistas e pequenas empresas no caso de uma eventual quebra bancária.
Contudo, a versão do senador se choca com as suspeitas da Polícia Federal. De acordo com as investigações, a proposta teria sido redigida pelo próprio Daniel Forcaro em agosto de 2024 e protocolada por Ciro Nogueira sem qualquer alteração. O senador nega essa versão dos fatos, afirmando que a autoria da proposta é sua.
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