
Lula
Ricardo Stuckert / PR
Em uma análise detalhada da mais recente pesquisa do Instituto Datafolha, a jornalista Thays Freitas, do Jornal Gente, destacou uma série de "luzes amarelas, algumas quase vermelhas" para a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Segundo Freitas, os dados indicam que Lula enfrenta o cenário mais delicado de todas as suas campanhas presidenciais.
A jornalista aponta para a curva descendente na avaliação do governo, que agora registra 40% de reprovação (ruim/péssimo) contra 29% de aprovação (ótimo/bom). "O desempenho ruim de Lula" se estende até mesmo à sua base histórica de eleitores de baixa renda, onde o placar está em um apertado 33% a 32%.
O ponto mais crítico da análise de Thays Freitas, no entanto, são as simulações de segundo turno. A pesquisa mostra um empate técnico entre Lula e qualquer um dos adversários testados — Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). "Flávio Bolsonaro está numericamente à frente de Lula na simulação do segundo turno", observa Freitas, destacando o empate mesmo contra nomes que ainda não possuem grande apelo nacional.
"De onde se deduz o seguinte: independente do adversário, Lula vai ter dificuldades", analisa a jornalista. "Lula está jogando contra ele mesmo na sua vontade de ganhar a quarta eleição. É aquela história: se há alguém concorrendo contra Lula, voto nesse alguém, independente de quem for."
A análise também abordou a entrevista do presidente do PT, Edinho Silva, ao Canal Livre, que atribuiu o desgaste do governo à "avalanche de denúncias de corrupção que o país tem vivenciado". Para Silva, mesmo que Lula peça apurações, o "ambiente de corrupção" no país atinge quem está no poder.
Thays Freitas, contudo, questiona qual seria o "arsenal" do governo para reverter esse quadro, afirmando que programas como "Pé de Meia" e "Desenrola" são "mais do mesmo" e sofrem de um "cansaço de material", não conseguindo mais "encantar o eleitor". Ela conclui que, somando-se a isso um cenário de juros altos, empobrecimento da classe média e uma oposição "bem mais bélica", o resultado é claro: "Há um sinal amarelo passando para vermelho, aceso na campanha de reeleição do presidente Lula".
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