Os trabalhadores ferroviários aprovaram, no final da tarde desta terça-feira, o fim da greve que paralisou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade do sistema de trens de São Paulo. A decisão encerra um movimento iniciado na manhã de segunda-feira, que afetou a mobilidade de milhares de passageiros da Zona Leste da capital paulista e de municípios da Região Metropolitana, como Mogi das Cruzes e Ferraz de Vasconcelos.
A retomada das operações ocorreu após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aceitar uma das principais reivindicações do Sindicato dos Ferroviários: a garantia de que não haverá demissões no processo de concessão das três linhas à iniciativa privada.
A paralisação teve início após problemas operacionais registrados na transição do serviço para a concessionária Trivia Trens, o que levou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a reassumir emergencialmente a operação por 90 dias.
Impactos na mobilidade e liberação do rodízio
Durante os dois dias de greve, o sistema de transporte público da Grande São Paulo enfrentou momentos de superlotação e lentidão. De acordo com o governo estadual, houve descumprimento das determinações judiciais de contingente mínimo de operação nos horários de pico, com apenas 3% dos maquinistas trabalhando no período mais crítico.
Diante dos transtornos causados nas principais vias de acesso à Zona Leste e no entorno das estações de trem e metrô, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos de passeio tanto no período da manhã quanto no da noite.
Com a aprovação do fim da greve em assembleia, a circulação dos trens do Expresso Leste e das demais linhas afetadas começou a ser reestabelecida gradualmente para atender os passageiros no horário de pico do fim de tarde.
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