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Sonia Blota: União Europeia vê 'guerra declarada' após anúncio de tarifas dos EUA

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chamou o ato de 'golpe na economia mundial'; aposta agora é de que as tarifas possam ser negociadas no campo diplomático

Por Redação
REDAÇÃO

03/04/2025 • 09:25 • Atualizado em 03/04/2025 • 09:25

Sonia Blota
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O bloco de países que formam a União Europeia encarou as tarifas anunciadas nesta quarta-feira (3) pelos Estados Unidos como uma "guerra declarada". O presidente Donald Trump promoveu o que foi chamado de "dia da libertação" e anunciou taxas a cerca de 180 países.

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A tarifa mínima anunciada pelo republicano foi de 10% para a maioria dos produtos importados para os EUA, o Brasil foi taxado nesse valor, já a União Europeia foi tarifada em 20%. As informações e a análise são da apresentadora e correspondente do Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, Sonia Blota, de Paris.

"Os 20% adicionais de tarifa americana, se permanecerem, devem afetar muito a economia europeia, que já vinha lutando para sair de uma estagnação", disse Sonia.

A União Europeia tem, desde o ano passado, os Estados Unidos como principal parceiro comercial, seguido pela China.

"Para que se tenha uma ideia, o déficit comercial europeu dos EUA é da ordem de US$ 240 bilhões, cerca de R$ 1,3 trilhão. As exportações alemãs somam US$ 160 bilhões, a italiana, US$ 65 bilhões. Já a França são US$ 47 bilhões. Os produtos são variados. Desde automóveis, autopeças, farmacêuticas, bebidas e até o mercado de luxo", disse Sonia.

A UE teme uma guerra comercial em escala diante das tarifas dos EUA. O primeiro-ministro da França, François Bayrou, classificou o "tarifaço" como uma "catástrofe" para a Europa e para os EUA.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chamou o ato de "golpe na economia mundial".

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que as tarifas estão erradas e pediu uma resposta unificada da Europa. O presidente francês, Emmanuel Macron, convocou uma reunião com os setores afetados e deve fazer um pronunciamento nos próximos dias.

A aposta agora é de que as tarifas possam ser negociadas no campo diplomático.

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