
Tarcísio quer classificar PCC como grupo terrorista
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu que o Primeiro Comando da Capital (PCC) seja classificado como organização terrorista. A declaração foi feita no fim de semana, durante evento em Mirandópolis, no interior do estado, e ocorre em meio ao debate nacional sobre o endurecimento das leis contra o crime organizado, reacendido após a megaoperação policial no Rio de Janeiro.
Segundo o governador, o PCC se impõe pelo medo e precisa ser enquadrado legalmente como grupo terrorista. “Um grupo que coloca barricada na entrada de uma comunidade, que impõe o terror, que queima ônibus, que quer impor regras ao Estado, que domina territórios e afasta políticas públicas dos cidadãos está, de fato, agindo pelo terror e precisa ser classificado como terrorista”, afirmou.
Tarcísio de Freitas destacou que a mudança na tipificação permitiria aumentar o rigor penal para integrantes de facções criminosas, dificultando o acesso a benefícios como progressão de pena e liberdade condicional. “Precisamos aumentar o custo do crime”, declarou o governador.
Durante a entrevista, Tarcísio também citou as operações realizadas no estado contra o crime organizado. Ele mencionou ações na Baixada Santista, em setores de transporte, combustíveis e revenda de veículos importados, além de investigações sobre lavagem de dinheiro. “Onde houver o crime organizado atuando, nós vamos atuar”, disse. O governador ainda ressaltou a importância das ações no centro de São Paulo, afirmando que “quem alimentava a Cracolândia era o crime organizado”.
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