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Tarcísio diz que não tem posição sobre liberação de bebidas em estádios

Governador aguarda tramitação na Assembleia Legislativa antes de definir posição sobre projeto que permite venda de bebidas com até 15% de teor alcoólico

Por Redação
REDAÇÃO

14/10/2025 • 14:16 • Atualizado em 14/10/2025 • 14:16

tarcisio

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Reprodução/Agência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta terça-feira (14) que ainda não tem uma posição definida sobre o projeto de lei que propõe a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios paulistas. A declaração foi dada durante entrevista acompanhada por Maju Arruda Leite, no Bora Brasil, da Rádio Bandeirantes.

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O tema voltou à pauta da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) após a apresentação de um projeto de autoria de deputados da base governista, com apoio também de parlamentares da oposição. O texto prevê a permissão para venda de bebidas com até 15% de teor alcoólico, incluindo a cerveja e exclui os destilados.

Segundo o projeto, a comercialização deverá ocorrer em copos descartáveis e com limite de duas unidades por pessoa, por vez.

Grupo de trabalho debate impactos da medida

Tarcísio explicou que um grupo de trabalho foi criado para estudar o tema, com participação do Ministério Público, Defensoria Pública e Polícia Militar, a fim de discutir aspectos de segurança e logística.

“A gente tem que analisar isso com cuidado. O grupo de trabalho procurou ouvir todas as pessoas importantes nesse processo de decisão, e a minuta apresentada à Assembleia é fruto dessas discussões”, disse o governador.

Ele destacou que a preocupação do governo está relacionada à segurança dos torcedores dentro e fora dos estádios.

“As pessoas hoje consomem bebida antes de entrar, no entorno dos estádios. Precisamos entender como aumentar a segurança desses torcedores também dentro do estádio”, completou.

O governador reforçou que sua decisão dependerá da deliberação da Alesp.

“Não tem posição tomada. Vamos ver como a Assembleia vai encaminhar o tema e o que vai sair do trabalho legislativo para, lá na frente, formar uma convicção.”

Audiência pública é remarcada para 21 de outubro

A audiência pública que discutiria o projeto nesta segunda-feira foi adiada. O novo encontro está marcado para o dia 21 de outubro, quando a sociedade civil, torcedores e representantes de clubes poderão se manifestar sobre a proposta.

A discussão divide opiniões entre os deputados e setores de segurança. Os defensores da liberação argumentam que a regulamentação pode reduzir o consumo irregular nas imediações dos estádios, enquanto opositores alertam para riscos de aumento da violência e dificuldades de fiscalização.

Governo avança na remoção da favela do Moinho

Durante o mesmo compromisso, Tarcísio de Freitas também comentou o andamento da remoção das famílias da favela do Moinho, localizada entre os bairros Campos Elísios e Bom Retiro, região central da capital.

Segundo o governador, o processo procura liberar a área para a construção de um parque estadual. Um decreto publicado nesta semana autoriza a transferência da área da União para o governo de São Paulo, formalizando o repasse do terreno.

“Mais de 70% das famílias já foram reassentadas com apoio da CDHU. São 626 famílias que deixaram a área, de um total previsto para remoção completa”, afirmou Tarcísio.

O governo pretende concluir a desocupação até o fim do ano e iniciar as obras de requalificação da área no início de 2026.