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Reprodução/Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta terça-feira (14) que ainda não tem uma posição definida sobre o projeto de lei que propõe a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios paulistas. A declaração foi dada durante entrevista acompanhada por Maju Arruda Leite, no Bora Brasil, da Rádio Bandeirantes.
O tema voltou à pauta da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) após a apresentação de um projeto de autoria de deputados da base governista, com apoio também de parlamentares da oposição. O texto prevê a permissão para venda de bebidas com até 15% de teor alcoólico, incluindo a cerveja e exclui os destilados.
Segundo o projeto, a comercialização deverá ocorrer em copos descartáveis e com limite de duas unidades por pessoa, por vez.
Grupo de trabalho debate impactos da medida
Tarcísio explicou que um grupo de trabalho foi criado para estudar o tema, com participação do Ministério Público, Defensoria Pública e Polícia Militar, a fim de discutir aspectos de segurança e logística.
“A gente tem que analisar isso com cuidado. O grupo de trabalho procurou ouvir todas as pessoas importantes nesse processo de decisão, e a minuta apresentada à Assembleia é fruto dessas discussões”, disse o governador.
Ele destacou que a preocupação do governo está relacionada à segurança dos torcedores dentro e fora dos estádios.
“As pessoas hoje consomem bebida antes de entrar, no entorno dos estádios. Precisamos entender como aumentar a segurança desses torcedores também dentro do estádio”, completou.
O governador reforçou que sua decisão dependerá da deliberação da Alesp.
“Não tem posição tomada. Vamos ver como a Assembleia vai encaminhar o tema e o que vai sair do trabalho legislativo para, lá na frente, formar uma convicção.”
Audiência pública é remarcada para 21 de outubro
A audiência pública que discutiria o projeto nesta segunda-feira foi adiada. O novo encontro está marcado para o dia 21 de outubro, quando a sociedade civil, torcedores e representantes de clubes poderão se manifestar sobre a proposta.
A discussão divide opiniões entre os deputados e setores de segurança. Os defensores da liberação argumentam que a regulamentação pode reduzir o consumo irregular nas imediações dos estádios, enquanto opositores alertam para riscos de aumento da violência e dificuldades de fiscalização.
Governo avança na remoção da favela do Moinho
Durante o mesmo compromisso, Tarcísio de Freitas também comentou o andamento da remoção das famílias da favela do Moinho, localizada entre os bairros Campos Elísios e Bom Retiro, região central da capital.
Segundo o governador, o processo procura liberar a área para a construção de um parque estadual. Um decreto publicado nesta semana autoriza a transferência da área da União para o governo de São Paulo, formalizando o repasse do terreno.
“Mais de 70% das famílias já foram reassentadas com apoio da CDHU. São 626 famílias que deixaram a área, de um total previsto para remoção completa”, afirmou Tarcísio.
O governo pretende concluir a desocupação até o fim do ano e iniciar as obras de requalificação da área no início de 2026.
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