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Tarcísio discute medidas contra violência à mulher em meio a série de casos

Governo reúne órgãos para ampliar políticas públicas enquanto casos recentes expõem gravidade da situação

Por Redação
REDAÇÃO

30/03/2026 • 13:43 • Atualizado em 30/03/2026 • 13:43

Violência contra a mulher

Violência contra a mulher

Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, realiza nesta segunda-feira (30) uma reunião com representantes de diferentes órgãos para discutir o fortalecimento de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. O encontro deve reunir integrantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas, além de secretarias estaduais.

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A proposta é integrar ações em diversas frentes, como segurança pública, proteção social e autonomia feminina. Entre as medidas em estudo está a criação de um departamento específico na Polícia Civil voltado à investigação de feminicídios, além da inclusão de uma representante feminina no Conselho Superior da corporação.

Segundo o governador, a intenção é ampliar a efetividade das ações por meio da articulação entre diferentes instituições. A expectativa é que parte dessas iniciativas seja anunciada ainda nesta semana, compondo um pacote de medidas voltadas ao combate à violência de gênero.

O debate ocorre em um contexto de aumento da preocupação com casos recentes registrados na capital e na Grande São Paulo. Nos últimos dias, episódios graves evidenciaram a dimensão do problema. Em Carapicuíba, um homem matou a companheira a facadas na frente do filho de sete anos. Já em Praia Grande, uma mulher foi incendiada pelo próprio marido após uma discussão e segue internada em estado grave.

Outro caso registrado na região metropolitana envolveu um homem que ateou fogo na casa da ex-companheira, destruindo o imóvel da família. Em uma ocorrência distinta, uma adolescente de 13 anos acionou a polícia para denunciar o próprio pai, um policial militar, acusado de agredir a mãe dentro de casa.

Especialistas e autoridades apontam que, além da ampliação de estruturas de atendimento, há necessidade de medidas mais efetivas de proteção, como o monitoramento de agressores e o cumprimento rigoroso de decisões judiciais. A discussão também envolve o uso de tecnologia para prevenir novos casos, como sistemas de alerta e rastreamento que possam proteger vítimas em tempo real.

A reunião convocada pelo governo paulista ocorre no fim do mês dedicado às mulheres e reforça a pressão por respostas concretas diante da escalada de violência. A expectativa é que as medidas anunciadas possam contribuir para reduzir a reincidência e ampliar a proteção às vítimas.