A classificação do América-MG para a final do Campeonato Mineiro, no último fim de semana, foi marcada por um momento emocionante do jovem treinador William Batista, de 31 anos, que chorou ao relembrar as dificuldades na carreira e o período em que fez Uber em meio ao desemprego no futebol.
Nesta terça-feira (25), em entrevista ao Os Donos da Bola, da Rádio Bandeirantes, o técnico do Coelho disse que o 'sonho' de trabalhar no futebol o fez superar todas as dificuldades. Segundo William, a resposta saiu de forma espontânea.
“Eu nem tinha pensado em dar aquela resposta, só que a pergunta acabou me remetendo ao passado muito rápido. Se eu pegar o que falei, foi em 2017 [o trabalho como Uber], então é muito recente, fez 8 anos esse ano, está muito fresco na minha memória”, iniciou.
“Apesar de a história ser bonita, comover... desde o início no Sumaré, quando eu começo, em 2014, é à base de muito sonho e esforço. O que me motivou no sentimento de jovem, adolescente, foi realizar esse sonho. Eu não comecei no futebol para ficar rico, ter dinheiro, ter fama. É porque eu gostava muito de futebol, eu queria realizar meu sonho, de entrar num estádio lotado, dar uma coletiva. Eu tenho realizado diversos sonhos recentemente. O que me motivou a superar as dificuldades, no Sumaré, no Atibaia e depois em 2017, quando eu fico desempregado, foi o sonho", disse William Batista.
A força que tem dentro de mim é a mesma força do sonhador de lá atrás. Manter a essência, os valores, o sonho, é isso que eu tenho tentado ser e passado para as pessoas - William Batista.
No último sábado (22), o América-MG eliminou o Cruzeiro nos pênaltis (4 a 2), depois de empate por 1 a 1 no tempo normal. O Coelho enfrentará o Atlético-MG, em dois jogos, em busca do título estadual.
Na coletiva, depois de eliminar o ‘poderoso’ time do Cruzeiro, William recordou as aventuras na carreira.
“Em 2017, depois de trabalhar no Atibaia em 2016, eu fiquei um ano desempregado. E eu me lembro que eu fui fazer Uber. E eu fiz 6, 7 meses de Uber em 2017, e um dia à noite, saindo, 3 da manhã, eu pego alguns jovens numa balada em Campinas e eu tinha o uno da minha mãe. Eles derrubam um monte de bebida alcoólica ali no carro e ficou aquele cheiro forte. Eu vou embora pra casa, acordo meus pais, começo a chorar e falo: ‘Isso aqui não é a minha vida’”, contou William, que se emocionou.
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