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Técnico do Santa Cruz chega na final da Série D e elogia SAF: "O futuro é promissor"

Marcelo Cabo destacou como é difícil subir na Série D, pela falta de estrutura e pelo regulamento

Por Redação
REDAÇÃO

21/09/2025 • 01:15 • Atualizado em 21/09/2025 • 01:15

Marcelo Cabo, técnico do Santa Cruz

Marcelo Cabo, técnico do Santa Cruz

Evelyn Victória/SCFC

O Santa Cruz eliminou o Maranhão no último sábado (20) e chegou à final da Série D, contra o Barra-SC. O técnico do time pernambucano, Marcelo Cabo, participou do Mundo dos Esportes, da Rádio Bandeirantes, e falou sobre o futuro do Santa, que vai virar SAF. Também comentou sobre a campanha da equipe neste ano e os desafios enfrentados nas divisões de acesso.

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SAF do Santa Cruz

Marcelo Cabo é só elogios para a SAF do Santa Cruz, que ainda não foi constituída, mas está encaminhada. Os investidos já estão colaborando dentro do clube.

O futuro do Santa Cruz é promissor. A SAF está praticamente finalizada, com aporte de cerca de 1 bilhão. Haverá modernização do Arruda e construção de um novo CT. É um projeto sério que vai garantir dias melhores para o clube

A SAF será comandada pela Cobra Coral Participações, grupo de gestores de Belo Horizonte chefiado por Iran Barbosa. Cabo disse que o clube já sente os efeitos positivos do investimento e comemorou: “Já conseguimos um acesso que vai ser muito importante para todo o planejamento. A SAF já assumiu como time numa divisão maior”.

Campanha difícil

Marcelo Cabo destacou como é difícil subir para a Série C: "É um trabalho árduo. A Série D é uma competição muito difícil, onde você inicia com 64 equipes e só quatro subiam".

Ele entende que foi uma grande recuperação para um clube que vinha sofrendo muito: “O Santa Cruz vinha de um período ruim há nove anos, e conseguimos recolocar o clube numa divisão melhor. Não é a divisão que o Santa Cruz merece, mas é o primeiro passo para retomar os bons momentos da história".

Dificuldades na Série D

Marcelo Cabo admitiu que ficou assustado com as estruturas que viu na Série D: “Em um jogo, o local da comissão técnica era um lado interno, com uma cadeira de plástico, uma mesa de plástico e uns sacos de cimento onde coloquei minhas roupas, como um armário. Você passa por essas situações. Joga 15 sob temperaturas muito altas, com gramados difíceis. Vai na raça, tem que ir na raça"

Cabo disse que o principal problema da Série D é lidar com estádios muito rins: “Me deparei com três campos que nem na várzea você encontra. Uma vistoria mais rígida da CBF seria essencial. Mas essas dificuldades nos ensinaram a jogar com competitividade e superar obstáculos”.