
Terras raras na província de Jiangsu, na China
Reuters
O debate sobre terras raras ganha força no Brasil em meio à disputa global entre potências como Estados Unidos e China por minerais essenciais à tecnologia. Apesar do nome, esses elementos químicos não são necessariamente escassos, mas exigem processos complexos de separação e refino, etapa em que países como a China lideram mundialmente.
Presentes em diversos estados brasileiros, como Minas Gerais, Goiás e regiões da Amazônia, as terras raras são fundamentais para a produção de itens do cotidiano, como celulares, chips, baterias e até equipamentos aeroespaciais. No entanto, o Brasil ainda enfrenta limitações tecnológicas para processar esses materiais em escala industrial.
Especialistas apontam que o principal gargalo está na falta de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Hoje, o país tem um número reduzido de geólogos dedicados à prospecção mineral, o que dificulta mensurar com precisão o potencial das reservas existentes. Além disso, entraves regulatórios, ambientais e relacionados a terras indígenas tornam o processo de exploração mais complexo.
A extração das terras raras, em si, não é considerada altamente sofisticada, mas exige cuidados ambientais rigorosos, já que pode gerar resíduos que impactam o solo, a água e o ar. Após a retirada, o material passa por etapas de separação e processamento químico até chegar aos elementos utilizáveis pela indústria.
No cenário internacional, o domínio chinês na cadeia produtiva desses minerais se dá, sobretudo, pela capacidade de processamento e pela política de preços competitivos, o que dificulta a entrada de novos concorrentes. Diante disso, países como os Estados Unidos buscam diversificar fornecedores e firmar parcerias estratégicas.
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