Rádio Bandeirantes Logo
Rádio Bandeirantes

Belém recebe líderes para a COP30 com esgoto a céu aberto e obras inacabadas

Lula defende "carbono zero", mas a cidade-sede ainda tem graves problemas de infraestrutur

Por Redação
REDAÇÃO

06/11/2025 • 15:16 • Atualizado em 06/11/2025 • 15:16

Belém finaliza obras para a COP30

Belém finaliza obras para a COP30

Fernando Frazão/Agência Brasil

Belém do Pará é a cidade escolhida para sediar a COP30, e a região já está recebendo autoridades para a Cúpula de Líderes, evento que antecede a conferência que começa na próxima semana. No entanto, o repórter Pedro Campos, da Rádio Bandeirantes, que está cobrindo o evento, destacou que a cidade está correndo para finalizar os preparativos, com muitas instalações ainda em montagem.

Compartilhar

Radicalismo e "carbono zero" nos discursos

O discurso na Cúpula de Líderes começou com posições radicais, segundo o repórter. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "pisou no acelerador" em seu pronunciamento, defendendo o "carbono zero" e a necessidade de apoiar a ciência para enfrentar o aquecimento global.

A Cúpula conta com a presença de chefes de estado e representantes de todo o mundo, como o Príncipe William e o presidente da França, Emmanuel Macron. O objetivo dos discursos é acelerar o Acordo de Paris para reduzir drasticamente a utilização do carbono.

A demagogia do saneamento básico

O apresentador Joel Datena questionou a validade dos discursos de preservação em um local com graves problemas de infraestrutura. O repórter Pedro Campos concordou, lembrando que as autoridades vão "curtir Belém do Pará" e depois "virar as costas para a Amazônia".

O problema mais grave citado é o do saneamento: Belém é uma cidade com menos de 20% de saneamento básico, o que significa esgoto a céu aberto.

Os debatedores também trouxeram a discussão sobre a exploração de recursos naturais na Amazônia, especialmente minerais raros como o manganês, essencial para tecnologias como carros elétricos.

O Agronegócio como aliado da preservação

Pedro Campos ressaltou que, apesar da pressão internacional, o Brasil tem o que mostrar: 66% do território brasileiro é preservado, enquanto 33% é usado pelo agronegócio. O repórter anunciou que a COP terá um pavilhão do agro pela primeira vez, um setor que "preserva no Brasil, [tem] o Código Florestal mais moderno do mundo".

Joel Datena defendeu que o produtor rural é o principal interessado em preservar seu "habitat natural". Ele criticou a visão que rotula o produtor como inimigo ou criminoso, citando a dificuldade que o setor tem para conseguir licenças ambientais.

Tópicos relacionados