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Reprodução
Trabalhadores da região de Osasco enfrentaram longas filas nesta manhã para comparecer presencialmente ao Sindicato dos Metalúrgicos e entregar uma carta de próprio punho, manifestando que não desejam ter desconto no salário para a contribuição sindical.
O repórter Luiz Felipe Nunes acompanhou a situação, que se repete anualmente, e mostrou que a dificuldade imposta pelo sindicato revolta os trabalhadores.
A Fila da Desistência
O atendimento para a recusa da contribuição sindical acontece na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, no bairro de Presidente Altino, em Osasco, com início às 10 horas da manhã.
Longa Espera: Trabalhadores chegaram às 6h da manhã para garantir um dos primeiros atendimentos, esperando quatro horas para serem atendidos.
Filas Gigantes: Por volta das 10h, a fila já dobrava dois quarteirões, chegando a aproximadamente 500 metros e centenas de pessoas.
A recusa presencial é o único meio que o sindicato aceita para o trabalhador evitar o desconto de 7% do salário.
Os trabalhadores, já desiludidos, reclamam que os sindicatos não facilitam o processo, que poderia ser feito por telefone, internet ou e-mail. A única ajuda que os presentes recebem é de um comércio vizinho, que permite o uso do banheiro e vende café.
Justificativa do Sindicato e Críticas
O sindicato afirma que conseguiu um reajuste de 5,74% no salário dos trabalhadores. A justificativa para a exigência do atendimento presencial é evitar que o trabalhador sofra alguma consequência da empresa, caso a recusa fosse feita em outro ambiente. O repórter, no entanto, questionou a validade desse argumento.
O apresentador Ronald Gimenez fez uma forte crítica à atitude dos sindicatos, que criam dificuldades para que o trabalhador não consiga recusar a contribuição:
"O problema é criar dificuldade. Eu acho esse o grande problema. Se você convence o trabalhador de que existem métodos fáceis de você não querer aquilo, em contrapartida, ó, estão aqui os benefícios, a gente está aqui para te atender, para te ajudar. Essa distância brutal que existe entre a vontade de contribuir e a raiva de contribuir seria muitíssimo menor. Não dá para entender porque o sindicato ainda tem essa aversão à facilidade. É só inverter a ordem."
Os comentaristas ressaltaram que, apesar do descrédito, o sindicato tem um papel histórico importante na representação do trabalhador, mas a imposição de barreiras como essa gera revolta e desestímulo.
A situação se repete anualmente, e o prazo para a recusa dos metalúrgicos vai até o dia 25.
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