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Trump adia ataques e conflito no Oriente Médio amplia tensão global

Bombardeios seguem entre Irã e Israel, enquanto G7 discute impacto da guerra na economia e no petróleo

Por Redação
REDAÇÃO

27/03/2026 • 11:18 • Atualizado em 27/03/2026 • 11:18

Irã

Irã

Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

O conflito no Oriente Médio segue em escalada, com bombardeios contínuos entre Irã e Israel, ampliando a instabilidade regional e os impactos globais.

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A capital iraniana, Teerã, mantém ofensivas contra alvos israelenses e também contra países do Golfo. Do outro lado, Israel intensifica ataques contra lideranças iranianas e alvos ligados ao Hezbollah, especialmente no Líbano. A capital Beirute e o sul do país seguem sob bombardeios.

Segundo estimativas, mais de mil pessoas morreram e cerca de um milhão foram deslocadas desde o início da atual fase do conflito. Apesar de instalações petrolíferas não serem alvos diretos neste momento, ao menos 40 estruturas de petróleo e gás já foram danificadas.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o adiamento de possíveis ataques contra a infraestrutura energética iraniana. A chamada “trégua americana” foi estendida até 6 de abril, segundo ele, a pedido de Teerã. Ainda assim, os EUA seguem reforçando a presença militar na região.

Na Europa, líderes mantêm posição cautelosa e afirmam que não irão se envolver diretamente no conflito. Em Paris, chanceleres do G7 se reúnem para discutir os desdobramentos da guerra e preparar a cúpula prevista para junho, em Evian. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, deve tratar da situação do Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, participa do encontro como representante do país, convidado para as discussões.

No mercado internacional, o preço do petróleo se mantém elevado, próximo dos 100 dólares por barril, refletindo preocupações com a oferta global de energia. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico alerta que o conflito pode desacelerar a economia mundial, pressionar a inflação e influenciar a alta de juros em diversos países.