
Trump
REUTERS/Denis Balibouse
Em um dia de extrema tensão que levou ao colapso de uma frágil trégua, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o tom e afirmou que as forças americanas permanecerão no Oriente Médio até que um "acordo real" seja fechado com o Irã. Pelas redes sociais, Trump declarou que "todos os navios, aviões e militares vão permanecer na região" e ameaçou com retaliações severas caso o impasse não seja resolvido. "Haverá novos ataques, maiores, melhores e mais fortes do que antes", publicou o presidente, que também voltou a pedir a reabertura do Estreito de Hormuz.
A declaração ocorreu em um momento em que o cessar-fogo, anunciado horas antes, já estava por um fio. A desconfiança sobre o acordo já havia sido externada por um ministro do governo de Israel, que o classificou como um "erro". A prova definitiva da fragilidade do pacto veio com uma ação militar devastadora: Israel lançou o maior ataque contra o Líbano desde o começo da guerra, afirmando ter como alvo posições do Hezbollah. A ofensiva deixou um rastro de destruição, com 254 libaneses mortos e mais de 1.100 feridos.
O regime iraniano reagiu imediatamente, classificando o bombardeio como uma "grave violação do cessar-fogo" e cobrando que os Estados Unidos, como mediadores, fizessem seu aliado israelense cumprir o combinado. De Beirute, o presidente da União Líbano-Brasileira, Bassan Haddad, expressou sua indignação com o ataque a áreas civis. "Foi um massacre com ataque terrorista israelense. Isso se chama terror porque quando você ataca civis durante o horário comercial, todo mundo está no supermercado, nas ruas, fazendo compras", desabafou.
A escalada do conflito gerou forte reação da diplomacia brasileira. O Itamaraty, que anteriormente havia defendido a inclusão do Líbano no acordo de trégua, condenou os ataques israelenses, classificando a ofensiva como uma "escalada preocupante" e pedindo a "suspensão imediata das operações militares".
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