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Trump afirma que China ofereceu ajuda sobre Irã, mas Pequim não confirma

Ofensiva israelense deixa mortos enquanto delegações negociam nos EUA; em Pequim, líder chinês alerta sobre risco de conflito por Taiwan.

Por Redação
REDAÇÃO

15/05/2026 • 09:42 • Atualizado em 15/05/2026 • 09:42

Trump e Xi Jinping durante banquete em Pequim, na China

Trump e Xi Jinping durante banquete em Pequim, na China

Reuters

A tensão no Oriente Médio atingiu um novo pico nesta quinta-feira, com o exército de Israel retomando uma intensa ofensiva contra alvos do Hezbollah no sul e no leste do Líbano. Paradoxalmente, os ataques ocorreram no mesmo dia em que representantes dos dois países se encontravam em Washington, nos Estados Unidos, para tentar avançar em negociações de paz. A ofensiva militar israelense incluiu a emissão de alertas para que moradores de diversas aldeias libanesas evacuassem suas casas, indicando a iminência de novos bombardeios na região.

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A Agência Nacional de Notícias Libanesa confirmou um saldo trágico dos ataques recentes, relatando a morte de 22 pessoas, incluindo oito crianças, em decorrência das ações militares de Israel. Do outro lado da fronteira, o governo israelense informou que um drone lançado pelo grupo Hezbollah caiu em seu território, elevando ainda mais o estado de alerta e a troca de hostilidades. A retomada dos bombardeios, enquanto canais diplomáticos estão abertos nos EUA, lança uma sombra de incerteza sobre a viabilidade de um cessar-fogo duradouro e a possibilidade de uma resolução pacífica para o conflito.

Enquanto isso, em Pequim, um encontro de alto nível entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, and o líder chinês, Xi Jinping, trouxe à tona outras frentes de tensão geopolítica. Após a reunião, Trump fez declarações contundentes, afirmando que Xi Jinping teria oferecido ajuda para reabrir o Estreito de Hormuz — rota vital por onde passa um quinto do petróleo mundial — e prometido não fornecer equipamentos militares ao Irã durante o atual período de conflito. No entanto, essas alegações não foram confirmadas pelo governo chinês, e o comunicado oficial da Casa Branca adotou um tom mais cauteloso, mencionando apenas que os líderes concordaram que o estreito deve permanecer aberto à navegação.

Durante a conversa, o presidente chinês aproveitou a oportunidade para emitir um alerta claro a Washington, classificando a questão de Taiwan como o ponto "mais sensível" da relação bilateral. Xi Jinping advertiu que, se o tema for mal administrado, os dois países podem entrar em conflito direto.