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Trump ameaça Irã com "morte de uma civilização" e gera temor global

Declaração do presidente dos EUA em rede social sobre o Irã provoca reações e especulações sobre o uso de armas nucleares, negadas pela Casa Branca.

Por Redação
REDAÇÃO

07/04/2026 • 16:55 • Atualizado em 07/04/2026 • 16:55

Trump

Trump

Evelyn Hockstein/Reuters

Uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou um compasso de apreensão global ao afirmar que "toda uma civilização vai morrer essa noite". A postagem, feita em um tom ameaçador, intensificou as preocupações sobre a escalada do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, colocando o mundo em um estado de alerta.

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A mensagem de Trump foi publicada em um contexto de alta tensão, onde o presidente já havia utilizado a expressão "acordo ou inferno" para descrever a relação bélica com o país persa. Em resposta à subida de tom, a guarda revolucionária do Irã reagiu com uma ameaça global, elevando ainda mais o nível do confronto retórico e o temor de uma guerra de consequências imprevisíveis.

O texto de Trump, no entanto, foi marcado por profundas contradições. Ao mesmo tempo em que previa a aniquilação de uma civilização, ele afirmava que o "regime acabou" e que uma "nova direção no Irã, muito mais razoável" estaria no poder. Na análise de Claudio Zaidan, a alegação sobre uma "mudança de regime completa e total" é factualmente incorreta, sugerindo que a declaração seria uma manobra narcisista e histriônica. A mensagem terminava de forma paradoxal, com a frase: "Deus abençoe o grande povo do Irã", logo após prometer uma noite de devastação.

A ambiguidade da ameaça foi amplificada por um comentário do vice-presidente, que afirmou que os EUA ainda não haviam utilizado "algumas armas que temos" e que o presidente decidiria usá-las caso o Irã não mudasse de conduta. A declaração, vaga sobre quais seriam essas armas, abriu margem para uma onda de especulações nas redes sociais de que poderia se tratar de armamento nuclear.

A repercussão foi tão intensa que forçou a Casa Branca a se manifestar. Por meio de um perfil oficial de respostas rápidas, o governo americano negou veementemente a possibilidade do uso de armas nucleares. A resposta foi dada em um tom ríspido, chamando aqueles que levantaram a hipótese de "completos idiotas" e afirmando que nada na fala do vice-presidente implicava tal cenário. A rápida negativa foi vista como uma tentativa de conter uma crise maior, uma vez que a insinuação do uso de uma arma nuclear poderia levar o Congresso a declarar o presidente incapaz para o cargo em uma sessão de emergência. A legislação americana exige aprovação do Congresso para uma declaração de guerra, embora o executivo frequentemente utilize brechas legais, como ações contra o terrorismo, para agir de forma unilateral.