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TSE adia julgamento de pesquisa que mostrou queda de Flávio Bolsonaro

Ministra Estela Aranha pede mais tempo para analisar caso envolvendo levantamento que apontou queda de Flávio Bolsonaro após repercussão de áudio com Daniel Vorcaro.

Da redação
DA REDAÇÃO

10/06/2026 • 09:00 • Atualizado em 10/06/2026 • 09:00

Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência

Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência

Adriano Machado/Reuters

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento que analisa a suspensão da pesquisa eleitoral realizada pelo instituto AtlasIntel, após pedido de vista apresentado pela ministra Estela Aranha. Com a interrupção da análise, permanece em vigor a decisão individual do presidente da Corte e relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão da divulgação do levantamento.

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A pesquisa, divulgada em maio, apontou uma queda de cinco pontos percentuais nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. O levantamento foi realizado após a repercussão de um áudio envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Pedido de vista interrompe julgamento

O julgamento começou com a apresentação do voto de Kassio Nunes Marques, que decidiu manter a suspensão da pesquisa. Segundo o ministro, existem indícios que justificam a continuidade da medida até que haja uma análise mais aprofundada dos procedimentos adotados pelo instituto.

A ministra Estela Aranha, no entanto, solicitou mais tempo para examinar o processo, interrompendo a deliberação do plenário. Ainda não há previsão para que o caso volte à pauta do TSE.

Até a retomada do julgamento, a decisão monocrática de Nunes Marques continua válida.

PL questiona metodologia da pesquisa

A ação que resultou na suspensão foi apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro. O Partido Liberal argumenta que o questionário utilizado pela AtlasIntel teria sido estruturado de forma a induzir respostas negativas em relação ao senador.

Segundo a legenda, a metodologia empregada pelo instituto teria criado uma narrativa acusatória ao relacionar a pesquisa ao conteúdo do áudio envolvendo Daniel Vorcaro, empresário que está no centro de investigações e permanece preso.

Para os representantes do PL, a forma de apresentação das informações poderia influenciar a percepção dos entrevistados e comprometer a imparcialidade do levantamento.

AtlasIntel defende legalidade do estudo

O instituto AtlasIntel nega qualquer irregularidade e afirma que a pesquisa seguiu critérios técnicos e metodológicos compatíveis com as normas eleitorais.

De acordo com a empresa, o áudio citado pela campanha não foi utilizado durante a coleta das intenções de voto. A AtlasIntel sustenta que o material foi apresentado apenas após o encerramento definitivo do questionário principal, quando as respostas sobre preferência eleitoral já haviam sido registradas.

O instituto também declarou confiar na análise do colegiado do TSE e acredita que a legalidade do levantamento será confirmada após a avaliação técnica do caso.