
Projeto do túnel da av. Sena Madureira, em São Paulo (SP)
Prefeitura de São Paulo
Após uma sessão tumultuada na semana anterior, a Prefeitura de São Paulo realizou uma nova audiência pública sobre o polêmico projeto do túnel da Sena Madureira, em um formato que permitiu o debate de propostas.
O encontro, realizado em um pavilhão de eventos com capacidade para 400 pessoas, foi mais produtivo e contou com a apresentação de um projeto alternativo por parte de vereadores da oposição e membros da sociedade civil.
Diferentemente da audiência da semana passada, que foi interrompida por manifestações em um auditório para 172 pessoas, a reunião desta segunda-feira (8) comportou todos os interessados e, apesar dos protestos, permitiu a discussão de ideias.
O grupo contrário à obra propôs a construção de uma passagem única, que seria mais barata que o túnel orçado em mais de R$ 500 milhões e que visa ligar a rua Sena Madureira à avenida Doutor Ricardo Jafet, no Ipiranga.
A prefeitura, por sua vez, defende a construção do túnel como a solução mais eficaz para a mobilidade na região, afirmando que a obra beneficiará cerca de 800 mil pessoas por dia. O debate foi acalorado, mas permitiu que os diferentes pontos de vista fossem de fato apresentados, contrastando com o cenário de confronto da semana anterior.
Licitação e prazo para 2028
Com a audiência realizada, a gestão municipal planeja dar celeridade ao projeto. A expectativa da prefeitura é publicar a licitação para as obras até o final da próxima semana. O cronograma prevê a assinatura do contrato com a empresa vencedora em janeiro de 2026, com um prazo de execução de dois anos, apontando para a conclusão do complexo Sena Madureira em janeiro de 2028.
Um dos principais desafios do projeto é a desapropriação de imóveis que afeta cerca de 100 moradores da região. Muitos desses residentes compareceram à audiência para manifestar suas preocupações.
A prefeitura informa que já conseguiu um acordo com uma das comunidades locais e segue em negociação com um segundo grupo de moradias para viabilizar o avanço das obras. O Ministério Público, que no passado chegou a paralisar o projeto inicial, ainda não se manifestou sobre as alterações propostas pela gestão.
O Manhã Bandeirantes destacou a importância da obra para o trânsito da cidade, mas ressaltou a necessidade de garantir um valor justo pela desapropriação dos imóveis na Vila Mariana, uma área valorizada da capital. O projeto, que se arrasta há anos, parece agora caminhar para uma definição, com os próximos passos dependendo do processo licitatório e das negociações com os moradores.
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