
Venda clandestina de camarotes
Felipe Santos/Ceará SC
A investigação sobre a venda clandestina de camarotes no São Paulo FC avançou com uma operação da Polícia Civil autorizada pelo juízo das garantias da capital. A apuração apura um esquema irregular de comercialização de camarotes na Arena Morumbi, envolvendo dirigentes e intermediários ligados ao clube.
Segundo a polícia, a venda clandestina de camarotes teria beneficiado pessoas físicas, sem repasse adequado ao São Paulo FC. Entre os alvos estão Douglas Schwarzman, ex-diretor adjunto, Mara Casares, ex-dirigente e ex-esposa de Júlio Casares, e Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como a principal responsável pela compra e revenda dos ingressos de camarote.
Durante as diligências, a polícia apreendeu cerca de R$ 20 mil em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos na residência de Mara Casares. Na casa de Douglas Schwarzman, que estava em viagem, foram encontrados apenas familiares. As investigações indicam que o esquema operava de forma paralela às estruturas oficiais do clube.
O delegado José Reinaldo Guimarães Carneiro afirmou que a Arena Morumbi teria sido transformada em uma “máquina de caça-níquel”, em razão da sequência de shows e da comercialização irregular dos camarotes. Em declarações à imprensa, ele destacou que o São Paulo FC é tratado como vítima no inquérito e que a extensão dos envolvidos ainda será esclarecida.
Com o afastamento do presidente Júlio Casares, a expectativa da Polícia Civil é de maior colaboração institucional do clube com o Ministério Público. A investigação segue em andamento para apurar responsabilidades criminais e eventuais prejuízos causados ao São Paulo FC.
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