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Veterinário orienta sobre cuidados com pets no calor e nas viagens

Especialista explica como proteger cães e outros animais durante viagens, altas temperaturas e festas

Por Redação
REDAÇÃO

24/12/2025 • 12:50 • Atualizado em 24/12/2025 • 12:50

Pets na praia

Pets na praia

Reprodução/Freepik

Com a chegada das festas de fim de ano e do período de férias, aumentam as dúvidas sobre cuidados com pets, especialmente para quem pretende viajar ou enfrentar dias de calor intenso. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o médico veterinário Marcos Rezende esclareceu os principais pontos de atenção para garantir a saúde e o bem-estar dos animais domésticos.

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Segundo o especialista, quem vai viajar precisa planejar com antecedência o que fazer com o pet. As opções mais seguras são levar o animal junto, desde que todos os cuidados sejam observados, ou deixá-lo sob os cuidados de alguém de confiança ou em um hotel especializado. Deixar o animal sozinho em casa, sem supervisão, não é recomendado.

O calor excessivo é outro fator de risco, principalmente para cães de pelagem densa. Marcos Rezende explica que o pelo funciona como um isolante térmico, protegendo tanto do frio quanto do calor. No entanto, isso não elimina a necessidade de oferecer sombra, piso fresco e água em abundância. Animais expostos ao sol sem proteção podem sofrer superaquecimento rapidamente.

O veterinário também alertou sobre o uso de piscinas e água para refrescar os pets. Algumas raças, como Labrador, Golden Retriever e Rottweiler, costumam gostar de água e podem nadar com segurança. Outras, como Bulldogs, não são adaptadas e podem afundar. Uma alternativa segura é permitir que o animal brinque com pequenas quantidades de água, sempre com supervisão.

Após qualquer contato com água, é fundamental secar bem o animal. Segundo o especialista, a água ajuda a resfriar inicialmente, mas se permanecer no corpo, pode acabar aumentando a temperatura e causando desconforto ou problemas de pele.

Para quem pretende levar o pet à praia, o veterinário reforça a importância de respeitar as regras locais, recolher os dejetos do animal e ter atenção à água salgada, que pode causar irritações na pele. Ao retornar, o ideal é dar banho no animal, secar bem e hidratar a pele e o pelo.

Outro ponto de atenção é a prevenção contra a leishmaniose, doença transmitida pelo mosquito-palha, comum em regiões litorâneas e rurais. O uso de coleiras repelentes é fortemente recomendado, já que a doença pode levar à eutanásia do animal em casos confirmados.

A alimentação também pode precisar de ajustes no calor. De acordo com Marcos Rezende, é comum que os pets comam menos em dias quentes. Nesses casos, pode ser necessário oferecer ração com maior valor energético ou concentrar a alimentação no período noturno, quando a temperatura é mais amena.

O veterinário destacou ainda os riscos do piso quente para as patas dos animais. Caminhar em asfalto ou areia aquecida pode causar queimaduras. Botinhas de proteção podem ser usadas, mas a principal recomendação é evitar passeios nos horários mais quentes do dia.

Durante as festas, os fogos de artifício representam outro desafio. O barulho pode causar estresse intenso, desorientação e até óbitos em casos extremos. A orientação é manter o animal em local seguro, próximo ao tutor, e, sempre que possível, realizar um processo gradual de adaptação aos sons.

Por fim, Marcos Rezende reforçou a importância do acompanhamento veterinário regular. Cães e gatos devem passar por consultas ao menos duas vezes ao ano, manter a vacinação em dia e nunca receber medicamentos sem orientação profissional, já que alguns remédios comuns para humanos podem ser fatais para os animais.