
Explosão atinge casas e deixa um morto e 3 feridos no Jaguaré
Alexandre Meneghini/Reuters
A explosão ocorrida na última segunda-feira no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, resultou na morte de um homem, deixou três feridos e causou danos significativos a mais de 100 imóveis, forçando uma resposta imediata do governo estadual e das concessionárias envolvidas. O acidente, provocado pelo atingimento de uma tubulação de gás da Congás durante uma obra da Sabesp, levou à suspensão preventiva de mais de 30 outras obras da companhia de saneamento para uma revisão completa dos protocolos de segurança.
O impacto da explosão na Rua Piraúba foi devastador. Alexandro Fernandes Nunes, de 49 anos, não resistiu e faleceu. Das três pessoas feridas, duas permaneciam internadas até a última atualização, uma em estado estável e outra em condição grave no hospital de Osasco. A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) estabeleceu um prazo até a próxima sexta-feira para que Sabesp e Congás apresentem explicações formais sobre as circunstâncias que levaram ao acidente fatal.
Apenas dois dias após o ocorrido, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou o local da tragédia. Durante a visita, o governo anunciou um plano de atendimento habitacional emergencial para as famílias afetadas e a contratação de quatro construtoras para iniciar imediatamente os reparos. Um levantamento inicial apontou que 85 casas sofreram danos leves e passarão por recuperação imediata, enquanto 15 imóveis com danos severos também serão reformados. No entanto, a gravidade do impacto exigirá a demolição completa de outras cinco residências, algumas das quais abrigavam mais de uma família.
Em uma ação de auxílio imediato, as concessionárias Sabesp e Congás forneceram a cada família afetada um valor de R$ 5.000. Samanta Souza, diretora de Relações Institucionais da Sabesp, esclareceu que este é apenas um suporte inicial. A executiva garantiu que ambas as empresas arcarão integralmente com o ressarcimento de todos os danos materiais, incluindo a perda de bens e os custos totais de reforma e reconstrução dos imóveis.
Para solucionar a questão da moradia, o governador Tarcísio de Freitas detalhou as opções disponíveis para os desabrigados. As famílias poderão optar por apartamentos mobiliados, cujos custos de aluguel e montagem serão cobertos pelas concessionárias. Como alternativa, o governo oferece uma carta de crédito para que as famílias possam adquirir um novo imóvel de sua escolha, com o estado intermediando a compra.
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