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Vorcaro segue preso e investigações revelam risco maior no Banco Master

Liquidação do Banco Master após suspeita de fraude bilionária revela falhas de controle, impacto em fundos públicos e pressão sobre o FGC.

Por Redação
REDAÇÃO

19/11/2025 • 09:09 • Atualizado em 19/11/2025 • 09:09

Banco Master: crise, liquidação e riscos a investidores

Banco Master: crise, liquidação e riscos a investidores

© Banco Master

A liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central após a prisão do principal acionista Daniel Vorcaro, abriu uma crise sem precedentes no sistema financeiro brasileiro. O caso, marcado por suspeitas de fraude que podem superar R$ 12 bilhões, levou à paralisação das operações da instituição e levantou questionamentos sobre a capacidade de fiscalização, a exposição de recursos públicos e o alcance da proteção aos investidores.

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A palavra-chave Banco Master domina o debate desde que a Polícia Federal iniciou ações contra suspeitos de participação no esquema envolvendo o BRB. A operação identificou movimentações irregulares e operações que, segundo investigadores, cresceram de forma acelerada e sem lastro consistente ao longo dos últimos cinco anos. A rapidez da expansão do Banco Master é agora um dos principais pontos em análise.

O impacto da crise atinge também fundos de previdência municipais e estaduais, que tinham valores expressivos aplicados em títulos da instituição. Apenas municípios paulistas investiram cerca de R$ 218 milhões no banco. O Amapá Previdência aportou R$ 426 milhões, enquanto o fundo de pensão da Prefeitura de Maceió registrou R$ 115 milhões aplicados. A situação mais delicada envolve a Rio Previdência: o Tribunal de Contas do Estado aponta investimentos de R$ 2,6 bilhões, embora o fundo afirme que o montante não ultrapasse R$ 1 bilhão.

As aplicações chegaram a representar até 15% dos recursos de algumas previdências. No mercado financeiro, títulos do Master já eram classificados como operações de alto risco há anos — um alerta ignorado por diversos gestores públicos.

Além das instituições oficiais, plataformas de investimento também estão na mira. Relatos indicam que ao menos três delas teriam lucrado cerca de R$ 1 bilhão com a distribuição de papéis do Master a investidores pessoa física, mesmo sabendo do risco elevado associado aos produtos. Muitos desses investimentos foram vendidos com destaque ao teto de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por instituição, por CPF ou CNPJ.

O FGC, uma entidade privada criada para dar segurança ao sistema bancário, calcula que poderá ressarcir até R$ 48 bilhões a investidores do Banco Master — o maior montante já registrado em uma única liquidação. Isso representa aproximadamente 30% do patrimônio total do fundo, que possui hoje pouco mais de R$ 150 bilhões em ativos, sendo R$ 122 bilhões com liquidez imediata. O pagamento aos credores deve iniciar em um prazo médio de 30 dias, embora o próprio fundo admita que, diante da dimensão do caso, o processo pode se estender.

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