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Xi Jinping e Vladimir Putin assinam mais de 20 acordos bilaterais

Líderes reforçam laços comerciais e tecnológicos em Pequim; comércio de petróleo e segurança estratégica lideram a pauta entre as nações.

Da redação
DA REDAÇÃO

20/05/2026 • 14:24 • Atualizado em 20/05/2026 • 14:28

Putin e Xi Jinping

Putin e Xi Jinping

REUTERS

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da China, Xi Jinping, reuniram-se em Pequim nesta quarta-feira (20) para consolidar a cooperação estratégica entre as duas nações. O encontro de cúpula resultou na assinatura de mais de 20 acordos comerciais e tecnológicos, além da publicação de um manifesto conjunto sobre a ordem política global.

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Gasoduto da Sibéria e Relações Comerciais

De acordo com o balanço apresentado pela editora de internacional Beatriz Ferretti, um dos principais pontos da pauta econômica foi o projeto de construção de um novo gasoduto estruturado para escoar gás natural da Sibéria até o mercado chinês. Embora o alinhamento para a execução da obra tenha avançado, a definição do preço do combustível e os detalhes cronológicos da engenharia continuam sob negociação. Atualmente, a China se posiciona como a maior importadora global do petróleo de origem russa.

Em pronunciamento oficial, Putin afirmou que os laços diplomáticos e operacionais entre Moscou e Pequim atingiram "um nível sem precedentes".

Declaração Conjunta e Críticas aos Estados Unidos

Em documento assinado de forma conjunta, os dois chefes de Estado defenderam um modelo de governança mundial multipolar e afirmaram que "as tentativas de alguns países de dominar os assuntos globais fracassaram".

Sem citar nominalmente os Estados Unidos, o texto fez críticas diretas ao projeto de defesa aérea "Domo de Ouro" — um escudo antimísseis baseado em terra e no espaço anunciado recentemente pelo presidente norte-americano Donald Trump. Segundo a declaração de Rússia e China, a implementação desse sistema interceptador representa uma ameaça direta à estabilidade estratégica e ao equilíbrio de forças global.

Contexto Geopolítico e as Negociações do Irã

A reunião bilateral ocorreu logo após a visita oficial de três dias de Donald Trump a Pequim, que resultou em acordos para a venda de soja e aeronaves da Boeing para o mercado chinês. No campo geopolítico, a administração americana buscava pressionar a China a intervir junto ao regime do Irã — do qual Pequim é grande compradora de petróleo — para a resolução do conflito no Oriente Médio.

O governo dos Estados Unidos rejeitou nesta semana uma nova proposta iraniana de seis pontos que previa o fim das hostilidades e a reabertura do Estreito de Hormuz. Apesar da recusa, o presidente Donald Trump declarou a jornalistas que as negociações bilaterais entraram em "fase final", sem detalhar as cláusulas do possível acordo.

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