
Casos de sarampo são registrados no estado de SP e autoridades alertam para importância da vacinação
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O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), confirmou nesta sexta-feira (26) três novos casos de sarampo no estado, registrados na capital paulista e em Guarulhos. Diante do cenário, a pasta reforçou desde quinta-feira (25) a recomendação para a aplicação da "dose zero" da vacina tríplice viral em bebês de 6 a 11 meses e 29 dias residentes nestes dois municípios.
Os pacientes infectados são duas crianças do sexo masculino e uma do sexo feminino, com idades entre 6 meses e 1 ano. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, dois deles não possuíam histórico de vacinação. Nenhum dos casos apresentou registro de viagens recentes e todos os pacientes já evoluíram para a cura. As autoridades seguem investigando a origem da infecção.
Com essas novas confirmações, o Estado de São Paulo contabiliza cinco casos da doença em 2026. Os dois primeiros registros ocorreram em março e abril e foram considerados importados.
Intensificação da vacinação
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, destaca a importância da prevenção ativa. "O risco de reintrodução do sarampo no Brasil, associado à ocorrência de casos nas Américas e ao fluxo internacional de viajantes, reforça a necessidade de manter a vacinação em dia", afirma.
Além da "dose zero", o estado tem adotado medidas como a vacinação de bloqueio e varredura casa a casa nas áreas próximas aos casos confirmados. Ações de intensificação também foram realizadas em locais de grande circulação, como terminais de ônibus, estações de metrô, trens e aeroportos.
A cobertura vacinal atual no estado é de 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda. A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacina é a forma mais eficaz de prevenir a doença.
Quem deve se vacinar?
Dose Zero: Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias na cidade de São Paulo e Guarulhos. Esta dose é adicional e não substitui o calendário regular de vacinação.
Vacinação de Rotina (Crianças): A primeira dose da tríplice viral deve ser aplicada aos 12 meses, e a segunda dose (preferencialmente com a tetraviral) aos 15 meses.
Pessoas de 5 a 29 anos: Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias.
Pessoas de 30 a 59 anos: Devem comprovar pelo menos uma dose da vacina tríplice viral.
Trabalhadores da saúde: Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade.
A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para conferir a caderneta de vacinação e atualizar a imunização, caso necessário.

