O câncer colorretal é o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil, perdendo para os tumores de mama e próstata e sem colocar na lista o câncer de pele do tipo não melanoma, de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer).
É um diagnóstico que assusta, ainda mais se pensarmos que ele tem se tornado cada vez mais frequente em pacientes mais jovens – diferente de décadas passadas, quando era um tipo de tumor visto com mais frequencia em idosos.
Mas o médico Ricardo Carvalho, especialista em oncologia da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, lembra que é importante não perder a calma diante da notícia. “O câncer colorretal é uma doença altamente curável”, tranquiliza. “Entre 10 pacientes, cerca de sete se curam”, diz.
O médico conversou com a jornalista Cynthia Martins no quarto episódio do podcast De Bem Com a Saúde, uma realização da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo com a Band Jornalismo.
O especialista lembra que as chances de cura aumentam de acordo com o estágio da doença – daí a importância do diagnóstico precoce.
Como é feito o diagnóstico do câncer colorretal?
O diagnóstico do câncer colorretal é feito por meio da realização do exame chamado colonoscopia. Ele permite a visualização do intestino delgado e grosso (também chamado de cólon).
Na colonoscopia, um aparelho flexível com uma câmera na ponta permite o médico analise a mucuosa intestinal em busca de anomalias como inflamações, pólipos ou tumores, por exemplo.
Para quem se arrepiou, calma: o exame é feito sob sedação, permitindo que o paciente durma durante o procedimento e não sinta dor nem desconforto.
Geralmente, a colonoscopia faz parte do calendário de exames de rotina e rastreio a partir dos 45 anos. Mas ela também pode ser requisitada caso o médico queira investigar alguma queixa do paciente, como dificuldade de ir ao banheiro e alteração nas fezes.
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