Saúde

Comer bem é caro? O prato que custa pouco e previne doenças

Dados do IBGE indicam que cardápio com arroz, feijão, frutas e legumes pesa menos no bolso do que o baseado em ultraprocessados

Da redação
DA REDAÇÃO

22/07/2026 • 14:00 • Atualizado em 22/07/2026 • 14:00

Comer bem é caro? O prato que custa pouco e previne doenças

Comer bem é caro? O prato que custa pouco e previne doenças

Ascom/Seagri/SP

No Brasil, estudos baseados nas Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE indicam que montar refeições com alimentos in natura ou minimamente processados, preparados em casa, custa menos do que uma rotina dominada por produtos ultraprocessados.

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Essa condição derruba a ideia de que se alimentar de forma saudável é privilégio para poucos.

Os cálculos mostram que uma cesta centrada em grãos, arroz, feijão, legumes, verduras, frutas e ovos pesa menos no orçamento familiar do que carrinhos cheios de biscoitos recheados, refrigerantes, embutidos e pratos prontos congelados, além de reduzir o risco de obesidade, hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas.

Arroz e feijão: a 'vacina' nutricional que cabe no seu bolso

Foto: Envato Elements

Foto: Envato Elements

A tradicional dupla arroz com feijão responde por parcela importante da alimentação no país e forma uma base nutricional de alta qualidade.

Cereais, como o arroz, e leguminosas, como feijão, ervilha e lentilha, se complementam e oferecem proteína de excelente valor biológico, comparável à de alimentos de origem animal em muitas combinações caseiras.

Além de acessível, o feijão concentra fibras, vitaminas do complexo B e minerais como ferro, zinco e cálcio. O volume de fibras e a quantidade moderada de calorias presentes nessa combinação aumenta a saciedade, ajuda a controlar o apetite ao longo do dia e contribui para a prevenção de ganho excessivo de peso.

Como comer os melhores alimentos por metade do preço

A noção de que comer bem é caro também nasce da comparação com hortaliças e frutas fora de época. Para economizar, especialistas em nutrição recomendam priorizar sempre os alimentos da safra, produzidos em maior quantidade e, muitas vezes, perto de casa, o que reduz custos com transporte e armazenamento.

Quando estão no pico da colheita, legumes, verduras e frutas tendem a apresentar preço menor, mais sabor e melhor textura.

Organizar o cardápio da semana em torno da safra local e aproveitar promoções em feiras livres, sacolões e varejões, onde o consumidor compra diretamente de agricultores ou atacadistas, é uma das maneiras mais eficientes de baixar a conta do mercado.

Outra estratégia é substituir temperos prontos por combinações de alho, cebola, ervas frescas ou secas, pimentas e suco de limão.

Ao realçar o sabor natural dos alimentos, esses ingredientes reduzem a necessidade de adicionar sal, caldos concentrados, molhos prontos e grandes quantidades de óleo, o que protege o bolso e o coração.

Por que o industrializado custa caro para sua saúde

Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

A decisão de encher a despensa com produtos ultraprocessados, impulsionada por propagandas e pela praticidade, tem impacto direto na saúde.

Formulações industrializadas costumam concentrar muito sal, açúcar, gorduras de baixa qualidade e aditivos, oferecendo poucas fibras e micronutrientes e favorecendo o consumo excessivo de calorias.

Entre os ultraprocessados estão: pratos de massas, pizzas, hambúrgueres, empanados, salgadinhos, refrigerantes, sorvetes, bolachas e biscoitos recheados, entre outros.

Infográfico explicativo com o título "Como identificar alimentos ultraprocessados no mercado?". O conteúdo ensina a analisar o rótulo dos produtos, destacando a importância de checar a lista de ingredientes e fornecendo exemplos de termos comuns e aditivos químicos que caracterizam um item ultraprocessado.

Estudos associam o consumo frequente desse tipo de produto a maior incidência de hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes tipo 2.

O que parece economia no curto prazo pode se transformar em mais gastos com remédios, consultas e internações, além de perda de qualidade de vida.

Valorizar preparações simples com arroz, feijão, legumes, verduras da época, frutas e temperos naturais mostra, na prática, que é possível montar um prato completo, saboroso e acessível.

Ao colocar a comida de verdade no centro da mesa, a família reduz despesas no mercado e investe em prevenção de doenças ao longo dos anos.

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