
Fumo passivo: o perigo invisível que mata 1,6 milhão de pessoas por ano
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O Dia Mundial sem Tabaco, comemorado no próximo domingo (31), chama a atenção para o impacto do fumo passivo, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mata cerca de 1,6 milhão de pessoas por ano em todo o mundo.
Ainda de acordo com a OMS, o fumo passivo continua a ameaçar a saúde de brasileiros mesmo 30 anos após a criação da Lei nº 9.294/1996, que proibiu o cigarro em recintos coletivos fechados.
Os riscos reais da fumaça de terceiros para o coração e os pulmões
A OMS afirma que não existe nível seguro de exposição à fumaça de segunda mão, formada pela combinação da fumaça que sai da ponta acesa do cigarro com a expirada pelo fumante.
Mesmo contatos rápidos em ambientes fechados já bastam para que substâncias tóxicas entrem na circulação de quem não fuma.
A exposição involuntária aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, e de problemas respiratórios graves, entre eles bronquite crônica, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
A mesma fumaça provoca ainda câncer de pulmão em não fumantes e está ligada a cerca de 1,6 milhão de mortes anuais no mundo, muitas delas em crianças.
Lei de 1996: a importância dos ambientes fechados 100% livres de fumo
No Brasil, a Lei Federal nº 9.294, sancionada em 1996, proibiu o uso de produtos fumígenos em recintos coletivos fechados, públicos ou privados.
A norma, reforçada ao longo dos anos por regulamentações mais rígidas, consolidou a regra de ambientes 100% livres de fumo em locais de trabalho, bares, restaurantes, escolas e repartições.
Na avaliação de especialistas em saúde pública, a legislação dos anos 1990 foi decisiva para reduzir a exposição involuntária em espaços fechados e mudar a percepção social sobre o cigarro.
A OMS destaca que pouco mais de um terço da população mundial vive sob leis abrangentes desse tipo, e o Brasil costuma ser citado como referência.
Como proteger sua casa e sua família da exposição diária ao tabaco
Com a restrição do fumo em ambientes coletivos, o domicílio se tornou um dos principais pontos de contato com a fumaça de cigarro.
A contaminação do ar em salas, quartos e corredores atinge diretamente familiares que não fumam, especialmente crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias.
Médicos alertam que crianças e adolescentes são mais vulneráveis porque estão em desenvolvimento e respiram mais rapidamente do que adultos. A exposição frequente ao fumo passivo aumenta o risco de infecções respiratórias, crises de asma, otites e internações, além de favorecer o contato precoce com o tabaco e a normalização do hábito de fumar.
Para proteger a família, entidades de saúde recomendam tornar a casa um ambiente totalmente livre de tabaco, sem permitir o fumo em nenhum cômodo, nem em sacadas ou perto de janelas. A orientação vale para moradores e visitantes.
Quem deseja parar de fumar pode buscar apoio no Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece tratamento gratuito e acompanhamento especializado.

