Saúde

Inverno e frio podem aumentar casos de rinite e alergias com mofo e ácaros

Uso de roupas de frio e cobertores que ficaram guardados aumenta a incidência de ácaros; banhos quentes aumentam muito a umidade nas casas

Da redação
DA REDAÇÃO

28/06/2026 • 09:04 • Atualizado em 28/06/2026 • 09:04

Gripe

Gripe

Divulgação/Freepik

Com a chegada das temperaturas mais baixas, a rotina dentro de casa muda significativamente. A busca por conforto em ambientes fechados, as roupas de frio e cobertores que ficaram guardados por meses. No entanto, esse cenário propicia a proliferação de dois dos principais gatilhos para crises respiratórias: os ácaros e o mofo.

Compartilhar

Embora as crises de rinite, asma e outras alergias sejam comuns nesta época do ano, é possível minimizar o desconforto e prevenir sintomas com medidas práticas de cuidado com o ambiente e a higiene.

Por que as alergias pioram?

O hábito de manter portas e janelas fechadas para conservar o calor reduz a circulação de ar. Como consequência, a umidade gerada por banhos quentes, pela respiração e pelas atividades diárias acaba retida nos cômodos. Esse ambiente úmido e pouco ventilado torna-se o terreno perfeito para o mofo em paredes, tetos e armários.

Paralelamente, as roupas de inverno e a roupa de cama, quando retiradas do armazenamento após longo período, tornam-se reservatórios de ácaros. Segundo a alergologista Cristina Abud de Almeida, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o problema ocorre porque os ácaros se proliferam em locais aquecidos e úmidos, como colchões, travesseiros, estofados e tapetes, enquanto o mofo libera esporos invisíveis a olho nu, capazes de desencadear reações intensas em pessoas sensíveis.

O mecanismo da crise alérgica

Quando o sistema imunológico identifica esses agentes como uma "ameaça", ele reage de forma exagerada, liberando histamina. Essa substância provoca uma inflamação imediata nas vias aéreas, resultando nos sintomas clássicos: espirros, coriza, coceira nos olhos e tosse — uma tentativa do organismo de expulsar o que interpreta como um invasor.

Vale lembrar que, além dos alérgenos, o inverno também costuma apresentar queda na umidade relativa do ar. O ar seco irrita e resseca as mucosas do nariz e da garganta, comprometendo a barreira natural de proteção do corpo e aumentando a suscetibilidade a infecções respiratórias.

Guia de prevenção: dicas práticas para um inverno mais saudável

Para evitar que a estação seja marcada por crises constantes, a adoção de pequenos hábitos diários é fundamental. Confira as recomendações de especialistas:

Ventilação é essencial: Mantenha portas e janelas abertas diariamente para permitir a renovação do ar e a saída da umidade.

Higiene têxtil: Lave casacos, cobertores e edredons antes do primeiro uso após períodos de armazenamento. Sempre que o clima permitir, exponha essas peças e a roupa de cama ao sol.

Limpeza consciente: Ao limpar a casa, prefira panos úmidos. Evite vassouras e espanadores, que apenas suspendem e espalham a poeira e as partículas alergênicas pelo ambiente.

Cuidado com a umidade: Combata focos de mofo em armários e paredes e utilize umidificadores com cautela, garantindo sempre a higienização correta do aparelho.

Hidratação e cuidados pessoais: Beba água regularmente e realize a higiene nasal com soro fisiológico, especialmente nos dias de ar mais seco.

Quando procurar um médico?

Embora essas mudanças de rotina reduzam significativamente a exposição a ácaros e fungos, a persistência dos sintomas é um sinal de alerta. Se as crises se tornarem frequentes ou afetarem negativamente a sua qualidade de vida, é indispensável buscar avaliação médica para investigar a causa exata e iniciar o tratamento personalizado.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas respiratórios persistentes, procure um especialista.

Tópicos relacionados