Saúde

Gripe A, B, C ou D: entenda as diferenças e qual é a mais perigosa

Vírus influenza se dividem em quatro tipos; entenda quais afetam humanos, causam pandemias e por que o A é o mais preocupante

Da redação
DA REDAÇÃO

07/07/2026 • 16:00 • Atualizado em 07/07/2026 • 16:00

Gripe A, B, C ou D: entenda as diferenças e qual é a mais perigosa

Gripe A, B, C ou D: entenda as diferenças e qual é a mais perigosa

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A gripe não é uma doença única, e sim uma infecção respiratória aguda causada por quatro tipos de vírus influenza: A, B, C e D.

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Cada um circula de forma diferente entre humanos e animais e oferece níveis distintos de risco; o tipo A, por exemplo, é o mais associado a quadros graves e a pandemias.

Vírus tipo A: o perigo que vem dos animais e gera pandemias

O influenza A é o mais versátil e o que mais preocupa a saúde pública porque consegue infectar aves, suínos, cavalos, mamíferos marinhos e seres humanos.

Essa circulação entre espécies favorece mutações e o surgimento de variantes capazes de driblar parte da imunidade da população, o que pode desencadear pandemias, além das já conhecidas epidemias sazonais.

O vírus tipo A se divide em subtipos definidos pela combinação de duas proteínas de superfície, a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N). Entre os mais comuns estão H1N1 e H3N2, que circulam regularmente entre as pessoas.

Na disseminação global desse vírus, as aves migratórias têm papel central. Elas carregam diferentes linhagens do influenza A em viagens entre continentes e ajudam a introduzir o agente em novos ambientes, inclusive próximos a rebanhos e áreas habitadas.

Infográfico explicativo com o título "Diferenças entre os tipos de vírus da gripe". O conteúdo apresenta um comparativo didático sobre as variações do vírus influenza, detalhando as características, gravidade e formas de transmissão de cada tipo para orientar o leitor.

Linhagens B e C: por que humanos são os alvos principais

O influenza B chama atenção por infectar exclusivamente seres humanos. Ele não se divide em subtipos, mas em duas linhagens principais, B/Yamagata e B/Victoria, que também podem provocar epidemias sazonais.

Apesar de causar febre, mal-estar e, em alguns casos, complicações em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, o tipo B não se associa a pandemias como o tipo A por circular apenas entre humanos.

Já o influenza C tem circulação muito mais restrita. Ele pode atingir humanos e suínos, porém geralmente provoca apenas infecções leves das vias respiratórias, muitas vezes confundidas com resfriados comuns.

Por apresentar impacto limitado e não estar ligado a grandes surtos, o tipo C é visto como menos relevante do ponto de vista da saúde pública.

Gripe D: a descoberta recente que ainda não chegou aos humanos

Identificado em 2011, nos Estados Unidos, o influenza D é a variante mais recente descrita. Pesquisadores o encontraram sobretudo em bovinos e, em menor escala, em suínos.

Até agora, não há registros de infecções por influenza D em seres humanos nem evidência de que ele cause doença em pessoas, embora autoridades acompanhem sua circulação em animais.

Na prática, entre os quatro tipos existentes, o influenza A concentra o maior potencial de gravidade e de pandemias; os tipos B e C tendem a causar quadros mais limitados em humanos, enquanto o D permanece restrito ao mundo animal.

Além da vacina: dicas infalíveis para não pegar gripe

Em período de maior circulação de vírus respiratórios, o Ministério da Saúde reforça que a vacina anual contra a gripe é a forma mais segura e eficaz de prevenir complicações e mortes pela doença. Além da vacinação, uma série de cuidados diários de higiene é essencial para escapar do vírus.

Está com sintomas? Fique em casa e proteja sua família

  • Isolamento. Para quem já contraiu o vírus, a prioridade passa a ser proteger as pessoas ao redor.
  • Etiqueta respiratória. As orientações incluem utilizar lenço descartável para a higiene nasal e sempre cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, descartando o lenço após o uso e higienizando as mãos em seguida.

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