Resumo
Anúncio do Ministério da Saúde sobre projeto-piloto com semaglutida no SUS reacendeu interesse por medicamentos para obesidade, mas distribuição para a população geral ainda não está prevista e apenas 250 pacientes do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, serão acompanhados para avaliar efetividade clínica e custos.
Levantamento da Sala Digital com dados do Google Trends aponta que "semaglutida quanto custa" é a dúvida mais pesquisada, seguida por questões sobre compra, finalidade e efeitos colaterais; preços do medicamento variam de R$ 452 a R$ 975 e a substância só pode ser adquirida mediante prescrição médica, com sintomas comuns como náuseas e complicações raras como pancreatite aguda.
Interesse do público por tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, superou o da semaglutida a partir de maio de 2025, concentrando 73% das pesquisas relacionadas a medicamentos para obesidade, enquanto a Conitec recomendou não incorporar semaglutida ao SUS devido ao alto impacto financeiro estimado em R$ 8 bilhões por ano.
O anúncio do Ministério da Saúde de que a semaglutida começará a ser usada no Sistema Único de Saúde (SUS), em caráter experimental, reacendeu o interesse dos brasileiros por um dos medicamentos mais populares para o tratamento da obesidade. Mas os dados do Google Trends mostram que, antes mesmo de saber quem poderá receber o medicamento pelo sistema público, a principal dúvida da população continua sendo outra: quanto custa a semaglutida.
Levantamento da Sala Digital, com base em dados do Google Trends, mostra que "semaglutida, quanto custa" foi uma das pergunta mais pesquisada sobre a substância nos últimos 12 meses no Brasil. Na sequência aparecem "onde comprar semaglutida", "semaglutida para que serve" e "semaglutida efeitos colaterais".
Apesar da expectativa criada, a semaglutida ainda não será distribuída pelo SUS para a população em geral. O governo iniciou apenas um projeto-piloto com 250 pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, para avaliar a efetividade clínica, os impactos na qualidade de vida e os custos da utilização do medicamento na rede pública.
Atualmente, a semaglutida é o princípio ativo de medicamentos como Ozempic, Wegovy, Rybelsus e também do Ozivy, produto brasileiro aprovado recentemente pela Anvisa. No mercado, os preços ainda representam uma barreira para grande parte da população. O Wegovy é encontrado a partir de cerca de R$ 900, o Ozempic por aproximadamente R$ 975 e o Ozivy chega às farmácias com preços a partir de R$ 452.
Semaglutida x Tirzepatida
Embora continue entre os assuntos mais pesquisados sobre emagrecimento, a semaglutida já não lidera o interesse dos brasileiros.
Segundo os dados do Google Trends analisados pela Sala Digital, a tirzepatida — princípio ativo do Mounjaro — tornou-se a substância mais buscada do país. Nos últimos 12 meses, o interesse pelo tema foi aproximadamente três vezes maior que o registrado para a semaglutida, concentrando cerca de 73% de todas as pesquisas relacionadas às principais substâncias utilizadas no tratamento da obesidade.
Até 2024, a semaglutida liderava as pesquisas no Brasil, mas foi ultrapassada pela tirzepatida, que fechou 2025 com quase o dobro do interesse de busca. Neste ano, mesmo com dados parciais, a substância continua em uma curva ascendente.

Além do preço, os brasileiros também procuram informações práticas sobre o uso do medicamento.
Entre as perguntas mais frequentes estão “onde comprar a semaglutida?”, “para que ela serve?” e “quais são seus efeitos colaterais?”. A substância é vendida apenas mediante prescrição médica e pode ser adquirida em grandes redes de farmácias e nos canais oficiais dos fabricantes.
Já em relação aos efeitos colaterais, as buscas refletem uma preocupação crescente dos usuários. Os sintomas mais comuns incluem náuseas, refluxo, arrotos, gases e tontura. Em situações menos frequentes, podem ocorrer complicações mais graves, como pancreatite aguda.
Projeto vai avaliar possível uso no SUS
O projeto-piloto anunciado pelo Ministério da Saúde acompanhará, durante dois anos, pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças e que já possuem indicação para cirurgia bariátrica. O objetivo é medir a perda de peso, a evolução clínica, a qualidade de vida e os custos do tratamento para verificar se a tecnologia poderá, no futuro, ser incorporada ao SUS.
A decisão não representa, por enquanto, a oferta da semaglutida na rede pública. Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou que a substância não fosse incorporada ao sistema, principalmente por causa do alto impacto financeiro, estimado pelo Ministério da Saúde em cerca de R$ 8 bilhões por ano.
Enquanto a discussão avança, os dados do Google indicam que o interesse dos brasileiros continua elevado — tanto pela possibilidade de acesso gratuito quanto pelas dúvidas sobre preço, compra e segurança do medicamento.

