Saúde

Sintomas de infarto em mulheres diferem dos homens e exigem atenção precoce

Especialista explica que sinais menos obvios nas mulheres podem atrasar o diagnóstico; veja o que observar e quando buscar ajuda de emergência

Da redação
DA REDAÇÃO

05/08/2026 • 11:02 • Atualizado em 05/08/2026 • 11:08

Sintomas de infarto: veja as diferenças entre homens e mulheres

Sintomas de infarto: veja as diferenças entre homens e mulheres

Pixabay

A dor intensa no peito permanece como o sintoma mais comum do infarto do miocárdio tanto em homens quanto em mulheres. No entanto, a manifestação clínica do evento coronariano na população feminina apresenta particularidades que frequentemente dificultam a identificação precoce da emergência médica. Mulheres relatam com maior frequência sinais associados, como fadiga extrema, náuseas, falta de ar, tontura e desconfortos localizados nas costas, no pescoço, na mandíbula ou no abdome.

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 8,5 milhões de mortes femininas anualmente em todo o mundo, um cenário que reforça a urgência na conscientização sobre os sinais atípicos da condição.

No Brasil, o impacto das enfermidades cardiovasculares atinge números expressivos. Estimativas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indicam que aproximadamente 400 mil pessoas morrem todos os anos no país em decorrência de complicações cardíacas.

O cardiologista Daniel Marotta, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que a falta de informação sobre as manifestações femininas faz com que muitas pacientes interpretem os sintomas iniciais como problemas menores. É frequente que manifestações de urgência sejam confundidas com cansaço rotineiro, crises de ansiedade, estresse ou quadros de indigestão, o que adia a procura por socorro especializado.

De acordo com o especialista, o infarto nem sempre se inicia de forma súbita ou com dor excruciante. O organismo pode emitir alertas horas, dias ou até semanas antes de um evento grave. A persistência de sinais incomuns, especialmente em indivíduos que apresentam fatores de risco conhecidos, exige avaliação médica imediata.

Diferenças nos sintomas entre homens e mulheres

As variações no quadro clínico entre os sexos exigem atenção observacional detalhada dos pacientes e acompanhantes. Nos homens, o padrão mais comum envolve dor ou pressão intensa no peito, frequentemente irradiada para o braço esquerdo, ombros, pescoço ou mandíbula, acompanhada de falta de ar, suor frio, náuseas e tonturas.

Nas mulheres, embora a dor no peito também ocorra, ela costuma se apresentar de forma menos intensa ou acompanhada por um conjunto de sintomas difusos. Entre as manifestações mais relatadas pelo público feminino estão:

  • Cansaço extremo e inexplicável sem causa aparente;
  • Falta de ar durante repouso ou esforços leves;
  • Náuseas, vômitos e desconforto abdominal semelhante à indigestão;
  • Tontura ou sensação de desmaio;
  • Dor ou incômodo focado nas costas, pescoço, ombros ou mandíbula.

Daniel Marotta alerta que a fraqueza repentina, o suor frio e a sensação de mal-estar geral na região superior do abdômen não devem ser negligenciados. A atenção precisa ser redobrada em pessoas diagnosticadas com hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, histórico familiar de doença coronariana ou que sejam fumantes.

Quadros que combinam dor no peito por vários minutos, falta de ar súbita, suor frio e tontura configuram emergência médica e demandam encaminhamento imediato a um pronto-socorro.

Além do diagnóstico rápido, a prevenção contínua — por meio da prática regular de exercícios, controle dos níveis de glicemia e lipídios, cessação do tabagismo e consultas de rotina — permanece como o pilar fundamental para conter o avanço das doenças cardiovasculares.

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