
Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue
Agência Brasil
Resumo
O Governo de São Paulo iniciou a vacinação contra a dengue com a Butantan-DV, imunizante de dose única desenvolvido pelo Instituto Butantan, abrangendo todos os 645 municípios do estado e priorizando profissionais da Atenção Primária à Saúde, com 99 mil doses enviadas para imunizar cerca de 216 mil trabalhadores.
A tecnologia da Butantan-DV representa avanço logístico ao permitir cobertura vacinal mais rápida, redução de custos operacionais e maior adesão, sendo considerada segura e eficaz após cinco anos de estudos clínicos, com 74,7% de eficácia geral e 91,6% contra casos graves em pessoas de 12 a 59 anos.
O cenário epidemiológico mostra alta urgência, com 4.647 casos e um óbito registrados em 2026 e 1.124 mortes em 2025 no estado, enquanto o Instituto Butantan expande estudos para pessoas de 60 a 79 anos no Sul do país e monitora impacto da vacina em Botucatu.
O Governo de São Paulo inicia nesta segunda-feira (9) a campanha de vacinação contra a dengue com a Butantan-DV. A ação abrange todos os 645 municípios do estado e utiliza o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan — o primeiro do mundo em dose única capaz de proteger contra os quatro sorotipos da doença.
Nesta etapa inicial, a prioridade são os profissionais da Atenção Primária à Saúde da rede municipal. O Ministério da Saúde enviou 99 mil doses para o estado, com a expectativa de vacinar cerca de 216 mil trabalhadores, incluindo médicos, enfermeiros e agentes de endemias.
Por que a dose única é um avanço?
A tecnologia da Butantan-DV é considerada um marco logístico. Por exigir apenas uma aplicação, ela permite a cobertura vacinal atingida em menos tempo, redução de gastos com armazenamento e transporte e facilita a adesão, já que o paciente não precisa retornar para reforços.
A urgência da vacinação é refletida nos dados epidemiológicos. Até o dia 5 de fevereiro, o estado já registrou 4.647 casos e um óbito em 2026. O cenário de 2025 foi ainda mais crítico, com 882.884 confirmações e 1.124 mortes em território paulista.
A aprovação pela Anvisa baseou-se em cinco anos de estudos clínicos. No grupo de 12 a 59 anos, os resultados foram robustos:
74,7% de eficácia geral;
91,6% de eficácia contra casos graves e com sinais de alarme.
O imunizante mostrou-se seguro tanto para quem já teve dengue quanto para quem nunca foi infectado. As reações mais comuns foram leves, como dor no local da aplicação e dor de cabeça.
Enquanto a vacinação avança em SP, o Instituto Butantan já recruta voluntários de 60 a 79 anos no Sul do país para ampliar o público autorizado a receber a dose. Além disso, a cidade de Botucatu segue como centro de um estudo de impacto para monitorar a eficácia da vacina em larga escala.

