
Fernando Maluf destaca avanços no tratamento do câncer durante congresso
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A 17ª edição do Congresso Internacional de Uro-Oncologia, realizada entre os dias 15 e 18 de abril, em São Paulo, reforçou o papel do Brasil no cenário global da especialidade.
Considerado um dos maiores encontros de urologia do mundo, o evento reuniu especialistas do país e do exterior para debater os avanços mais recentes no manejo dos tumores urológicos, com foco em melhores desfechos para pacientes com câncer de próstata, rim e bexiga.
Ao longo de quatro dias, a programação foi marcada por uma agenda ampla e simultânea, com mais de 15 salas em funcionamento, além das sessões plenárias. A proposta foi ampliar o acesso ao conhecimento e incentivar a troca entre diferentes especialidades médicas, refletindo a diversidade de práticas e realidades do sistema de saúde brasileiro.
Organizado por médicos brasileiros e realizado anualmente, o congresso reuniu cerca de 300 palestrantes nacionais e mais de 20 convidados internacionais, consolidando-se como uma plataforma relevante de atualização científica em uro-oncologia.
Entre os destaques, a arena robótica chamou atenção ao apresentar técnicas cirúrgicas inovadoras, além de demonstrações de telemedicina com cirurgias realizadas à distância em tempo real.

Participantes acompanham programação do congresso de uro-oncologia em São Paulo | Crédito: Divulgação
Os debates também avançaram no campo da biologia molecular, que vem permitindo uma compreensão mais detalhada dos tumores e orientando decisões terapêuticas mais individualizadas.
“No câncer de próstata, foram discutidos critérios mais precisos para definir quando adotar a vigilância ativa e quando iniciar o tratamento, além da escolha de abordagens adequadas a cada perfil de paciente”, destaca o médico oncologista Fernando Maluf, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e um dos coordenadores do evento.
No cenário da doença avançada, especialistas destacaram novas opções terapêuticas, incluindo medicamentos mais eficazes no controle tumoral, além de avanços em imunoterapia, anticorpos, radiofármacos e terapias hormonais direcionadas.
O câncer de bexiga também esteve em evidência, com novas estratégias que, em alguns casos, podem evitar cirurgias de grande porte e seus impactos na qualidade de vida.
Já no câncer de rim, o foco recaiu sobre a ampliação das alternativas terapêuticas, inclusive em estágios mais avançados da doença, e sobre a evolução das técnicas cirúrgicas minimamente invasivas. Outro ponto recorrente nas discussões foi a incorporação da qualidade de vida como um elemento central na tomada de decisão clínica.
Mais do que apresentar avanços científicos, o congresso evidenciou a capacidade do Brasil de produzir conhecimento relevante e traduzi-lo em benefício direto para os pacientes, consolidando sua posição de destaque na uro-oncologia internacional.

