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Operação flagra 60 aves exóticas escondidas em motorhome na fronteira do Brasil com a Argentina

Aves sem documentação foram apreendidas e ficarão em quarentena para mitigar risco de doenças como gripe aviária

Por Redação
REDAÇÃO

08/08/2025 • 17:10 • Atualizado em 08/08/2025 • 17:10

60 aves apreendidas em motorhome na fronteira

60 aves apreendidas em motorhome na fronteira

Divulgação/Senasa

Resumo

Flagrante na fronteira: Motorhome com 60 aves ornamentais exóticas é interceptado na fronteira Brasil-Argentina. Fiscais do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e agentes argentinos (Senasa) atuaram em conjunto durante a operação no dia 29 de julho.

Documentação irregular: As aves, avaliadas em mais de 130 mil reais e originárias de diversos países, estavam sendo transportadas sem a documentação sanitária necessária, o que levou à interceptação do veículo argentino que transitava em direção à Argentina.

Coordenação e cuidados: Após o flagrante, o Senasa notificou o Vigiagro, que acionou o Ibama e o Centro de Manejo de Animais Silvestres do Rio Grande do Sul para suporte técnico. As aves ficaram sob cuidados temporários na aduana, garantindo seu bem-estar até a destinação legal coordenada pelas autoridades ambientais.

Fiscais que atuam na fronteira do Brasil e Argentina flagraram um motorhome com cerca de 60 aves ornamentais exóticas escondidas. As aves seguiam para a Argentina. Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), informou que o flagrante aconteceu no dia 29 de julho.

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Durante fiscalização de rotina na Área de Controle Integrado (ACI)- espaço binacional onde operam em conjunto os órgãos aduaneiros - os agentes do Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria (Senasa) da Argentina interceptaram um motorhome de placa argentina, que transitava no sentido Brasil – Argentina, transportando aves vivas sem a documentação sanitária exigida para ingresso no país.

Diante da irregularidade, o Senasa comunicou imediatamente o Vigiagro, responsável pelas ações de vigilância agropecuária do lado brasileiro, que atuou prontamente na coordenação das medidas cabíveis, acionando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama, que acionou o Centro de Manejo de Animais Silvestres do Rio Grande do Sul (Cemas/RS) para suporte técnico.

Entre os animais estavam exemplares de ganso de guará (Chenonetta jubata), patos-ferrugem (Tadorna ferruginea), grou-coroado (Balearica pavonina), faisão-orelhudo-branco(Crossoptilon crossoptilon), ganso-marisco (Branta leucopsis), pato-almiscarado (Cairina moschata), marreca-arrebio(Anas acuta), entre outras espécies. As aves têm como origem vários países, dentre eles África do Sul, Canadá, China e diversos países europeus. Algumas delas possuem hábitos migratórios e são utilizadas como aves ornamentais e de exposição. A carga foi avaliada em mais de 130mil reais.

As aves permaneceram temporariamente na aduana, sob cuidados orientados pelo Vigiagro e Senasa. A operação garantiu o bem-estar dos espécimes até sua entrega às autoridades ambientais competentes (Ibama e Sema), que ficaram responsáveis pelos procedimentos legais de destinação e coordenaram a logística para transporte seguro dos animais para o local de atendimento e quarentena.

A atuação do Vigiagro foi essencial para prevenir riscos sanitários e coibir a entrada irregular de animais no país, alinhada às diretrizes da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa para o controle de fronteiras e a proteção do patrimônio agropecuário nacional.