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Abate de bovinos no Brasil bate recorde histórico com alta de 8% em 2025

Dados do IBGE confirmam tendência de crescimento no setor agropecuário iniciada em 2022; produção de ovos e couro também atingem marcas inéditas

Da redação
DA REDAÇÃO

25/03/2026 • 09:16 • Atualizado em 25/03/2026 • 09:16

Resumo

O Brasil atingiu em 2025 o maior volume de abate de bovinos da história, com 42,9 milhões de cabeças, crescimento de 8% em relação ao ano anterior, segundo dados do IBGE.

O setor agropecuário brasileiro registrou recordes também no abate de frangos, suínos, produção de ovos e couro, demonstrando desempenho positivo em diferentes segmentos no último ano.

O controle sanitário segue rigoroso após foco de peste suína clássica no Piauí, resultando no abate de 17 animais, enquanto governos estaduais e federal alinham ações estratégicas no Nordeste para conter a doença e manter a competitividade do setor no mercado internacional.

O Brasil registrou o maior volume de abate de bovinos de sua história em 2025, totalizando 42,9 milhões de cabeças. O número representa uma alta de 8% em relação ao ano anterior, consolidando uma tendência de crescimento que vem se firmando desde 2022, segundo dados oficiais divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Além do recorde na bovinocultura, o levantamento do instituto aponta que o país também atingiu marcas históricas no abate de frangos e suínos. O desempenho positivo do setor agropecuário brasileiro se estendeu para a produção de ovos e de couro, que igualmente bateram recordes no último ano.

Controle sanitário e peste suína

Apesar dos números robustos na produção, o setor mantém vigilância rigorosa contra doenças animais. No Piauí, um foco de peste suína clássica resultou no abate sanitário de 17 animais para conter o avanço da enfermidade. A medida rápida visa evitar novas restrições comerciais e proteger a economia da produção regional.

A peste suína clássica é uma doença viral altamente contagiosa que afeta apenas suídeos (porcos), não apresentando riscos para a saúde humana. Contudo, o impacto econômico é severo devido às barreiras sanitárias impostas por mercados compradores internacionais diante de qualquer surto confirmado.

Ações de vigilância no Nordeste

Representantes estaduais se reuniram em Recife (PE) para alinhar ações estratégicas de controle e vigilância epidemiológica na região Nordeste. O objetivo do encontro foi avaliar as medidas de erradicação do vírus e fortalecer os protocolos de proteção sanitária para impedir o avanço da doença para outras áreas produtivas.

O governo federal e as associações do setor reforçam que a rapidez na identificação de focos e o cumprimento dos protocolos de segurança são essenciais para manter a competitividade do agro brasileiro no mercado global.